Um grupo de advogados que documentou mais de 10 mil militares mortos, feridos, desaparecidos e sequestrados no marco do conflito armado colombiano entre 2003 e 2009 levará alguns desses casos para o Tribunal Penal Internacional (TPI), informou nesta terça-feira o jornal “El Tiempo”.
Os advogados, associados da Defensoria Militar (Demil), criarão o Escritório de Soldados Vítimas do Terrorismo, que se encarregará de levar os casos perante o TPI, explicou um dos letrados ao jornal.
O grupo de defensores tem documentados 10.248 casos de militares mortos, feridos, desaparecidos e sequestrados entre 2003 e 2009 em todo o país, sendo que 90% dos casos ficaram impunes.
A esses casos a Demil quer somar outros ocorridos na década de 1990, como o de Puerres, onde em abril de 1996 morreram, pelo menos, 31 militares em um ataque da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
De acordo com o “El Tiempo”, um dos pontos centrais das denúncias que serão apresentadas pela Demil perante o TPI será o dos milhares de militares feridos pelas minas semeadas pelas guerrilhas.