Os militares que protagonizam uma tentativa golpista na Guiné prometeram hoje convocar em dezembro de 2010 “eleições livres, viagra order críveis e transparentes”, em comunicado divulgado hoje na rádio nacional.
Segundo as emissoras regionais, os golpistas explicaram, em seu comunicado, que sua única preocupação é a de “salvaguardar a integridade territorial”, o que consideram “um ato de civismo que pretende salvar um povo em perigo”.
Além disso, os membros do Exército que protagonizaram o levante horas depois do falecimento do presidente do país, Lansana Conté, comprometeram-se a respeitar solenemente esta declaração.
O comunicado dos golpistas foi divulgado depois que, ontem à noite, o capitão Moussa Dadis Camara, que atua como porta-voz do grupo, anunciou a lista dos 32 membros de sua direção, denominada Conselho Nacional para a Democracia e o Desenvolvimento (CNDD).
Nele estão 6 civis e 26 militares, entre eles um general e 9 coronéis, além de vários tenentes-coronéis, mas ainda não se sabe quem é o principal responsável da ação condenada pela comunidade internacional.
As Nações Unidas, a União Européia (UE) e a Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental (Ecowas, em inglês) já exigiram o respeito e o cumprimento da Constituição da Guiné, enquanto a União Africana (UA) reúne-se hoje com caráter de urgência para avaliar a crítica situação de um dos países mais pobres do mundo.
Segundo a legislação do país, o chefe da Assembléia Nacional deve assumir o cargo do presidente da República de forma interina até a convocação de eleições presidenciais em um prazo de 60 dias, após as quais seria nomeado o novo líder.
O enterro de Conté, que faleceu de morte natural na segunda-feira, acontecerá na próxima sexta-feira na localidade de Lansanya, 100 quilômetros ao norte de Conacri, onde residiu de forma quase permanentemente durante os últimos anos de sua vida, segundo parentes.
Lansana Conté, de 74 anos e doente de diabetes, morreu após uma longa doença que o tinha levado a suavizar levemente seu estilo de governar, que exerceu de forma autoritária durante 24 anos, apesar da aparente mudança rumo à democracia durante os anos 90 e do liberalismo econômico da última década.