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Militares da Guatemala repelem a tiros grupo armado vindo de Honduras

Confronto ocorreu após ataques atribuídos ao narcotráfico deixarem policiais mortos e aumentarem tensão entre os dois países

Redação Jornal de Brasília

25/05/2026 17h14

Foto: AFP

Foto: AFP

Militares da Guatemala repeliram a tiros um grupo armado vindo de Honduras nesta segunda-feira (25), quatro dias depois que um ataque de supostos narcotraficantes perto da fronteira deixou cinco policiais hondurenhos mortos, informou o Exército.

As forças de segurança guatemaltecas aumentaram as patrulhas na fronteira com Honduras após a matança de policiais neste país na última quinta-feira, durante uma operação contra a rede de narcotráfico hondurenha vinculada ao poderoso Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), do México.

Na mesma quinta-feira, um esquadrão armado assassinou 19 pessoas em outra cidade do norte de Honduras assediada por grupos criminosos.

O confronto desta segunda-feira ocorreu no povoado fronteiriço de Esquipulas (leste da Guatemala).

As Forças Armadas da Guatemala não reportaram nenhum militar ferido, nem baixas entre os agressores.

Uma patrulha “detectou a entrada em território nacional”, por uma passagem ilegal, de vários veículos com “indivíduos fortemente armados, supostamente vinculados ao crime organizado”, informou o Exército em um comunicado.

Ao perceber a presença militar, “abriram fogo (…), pelo que o pessoal repeliu o ataque (…), conseguindo fazer recuar estas pessoas” para Honduras, acrescentou o informe.

A polícia guatemalteca disse, na última sexta-feira, que mantinha sob custódia em um hospital dois hondurenhos feridos, suspeitos de pertencerem à célula criminosa que tinha atacado na véspera policiais no município de Omoa, em Honduras, fronteiriço com a Guatemala.

Também na quinta-feira, um comando armado assassinou em Honduras 19 pessoas no povoado de Trujillo (norte), cidade sob o flagelo de duas quadrilhas rivais que usurpam sítios de uma empresa privada para exploração de óleo de palma, além de disputarem rotas do narcotráfico, segundo as autoridades.

AFP

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