O general a cargo das tropas americanas no norte do Iraque proibiu as mulheres sob seu comando de ficarem grávidas, sob pena de serem julgadas por uma corte marcial junto com seus parceiros.
O general Anthony Cucolo adotou esta medida para não ter que abrir mão de mais soldados justo quando os Estados Unidos começam a deixar o país árabe.
“Preciso de todos os soldados que tenho, sobretudo porque estamos enfrentando uma redução das forças em nossa missão”, disse por e-mail à Agência Efe o oficial.
Cucolo ressaltou o “incalculável valor” do trabalho que as mulheres sob seu comando realizam. “Precisaremos dela durante todo o período que durar o destacamento”, acrescentou.
O general é responsável pelos 22.000 soldados americanos posicionados em Balad, Kirkuk, Tikrit, Mossul e Samarra, dos quais 1.682 são mulheres.
Segundo o comandante, aqueles que abandonam seu posto antes dos 12 meses de cada missão no exterior “cria um fardo para seus companheiros”.
“Qualquer um que deixa a luta antes porque tomou uma decisão pessoal que muda seu estado médico ou contribui para mudá-lo não mantém o eixo central de nosso espírito”, afirmou Cucolo, para quem a missão deve vir sempre em primeiro lugar.
Com esta medida, “quero encorajar meus soldados a pensar antes de agir e fazer com que entendam que o comportamento e as ações deles têm consequências”, acrescentou.
No entanto, o oficial esclareceu que estudará cada caso individualmente, “baseando-se nos fatos singulares da situação de cada soldado”, e que as mulheres estupradas ficarão livres de qualquer punição.