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Mundo

Militares americanas enviadas ao Iraque são proibidas de engravidar

Arquivo Geral

22/12/2009 0h00

O general a cargo das tropas americanas no norte do Iraque proibiu as mulheres sob seu comando de ficarem grávidas, sob pena de serem julgadas por uma corte marcial junto com seus parceiros.

O general Anthony Cucolo adotou esta medida para não ter que abrir mão de mais soldados justo quando os Estados Unidos começam a deixar o país árabe.

“Preciso de todos os soldados que tenho, sobretudo porque estamos enfrentando uma redução das forças em nossa missão”, disse por e-mail à Agência Efe o oficial.

Cucolo ressaltou o “incalculável valor” do trabalho que as mulheres sob seu comando realizam. “Precisaremos dela durante todo o período que durar o destacamento”, acrescentou.

O general é responsável pelos 22.000 soldados americanos posicionados em Balad, Kirkuk, Tikrit, Mossul e Samarra, dos quais 1.682 são mulheres.

Segundo o comandante, aqueles que abandonam seu posto antes dos 12 meses de cada missão no exterior “cria um fardo para seus companheiros”.

“Qualquer um que deixa a luta antes porque tomou uma decisão pessoal que muda seu estado médico ou contribui para mudá-lo não mantém o eixo central de nosso espírito”, afirmou Cucolo, para quem a missão deve vir sempre em primeiro lugar.

Com esta medida, “quero encorajar meus soldados a pensar antes de agir e fazer com que entendam que o comportamento e as ações deles têm consequências”, acrescentou.

No entanto, o oficial esclareceu que estudará cada caso individualmente, “baseando-se nos fatos singulares da situação de cada soldado”, e que as mulheres estupradas ficarão livres de qualquer punição.

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