Após ser submetida a uma operação para retirada de um tumor maligno na tireoide, realizada com sucesso, a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, permanece internada no hospital Austral, em Buenos Aires, onde é aguardada por dezenas de militantes que mantêm uma vigília em apoio à governante.
Cristina Kirchner, que deu entrada no moderno hospital da periferia de Buenos Aires na última quarta-feira, está sendo acompanhada por seus dois filhos, seus parentes mais próximos e por dezenas de militantes, que, nesta quinta-feira, aguardavam o segundo boletim médico da governante, que será divulgado nas próximas horas.
Segundo o relatório médico divulgado na última quarta-feira, a operação foi realizada “sem inconvenientes e nenhuma complicação”, sendo que a governante apresentou uma “boa recuperação pós-operatória”.
Fora de seu entorno familiar, Cristina Kirchner recebeu a visita do deputado Andrés Larroque, secretário-geral do agrupamento juvenil governista A Cámpora, o qual é liderado por Máximo Kirchner, o filho da governante.
O porta-voz presidencial, Alfredo Scoccimarro, e o secretário-geral da Presidência, Oscar Parrilli, também foram ao hospital, enquanto outros funcionários manifestaram sua satisfação pelo êxito da operação através das redes sociais.
As mensagens de solidariedade enviadas pelos governistas e opositores na Argentina se uniram as saudações vindas do exterior, como as do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a de autoridades mexicanas.
Durante o período de ausência de Cristina Kirchner, que deverá se estender até o próximo dia 24 de janeiro, o vice-presidente, Amado Boudou, assume a chefia do Governo.