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Milhares de pessoas protestam em Londres pelos direitos das pessoas trans

A decisão do Supremo, anunciada na quarta-feira, provavelmente terá consequências importantes para as mulheres trans, pois abre as portas para sua exclusão de alguns lugares, como centros de acolhimento para mulheres

Redação Jornal de Brasília

19/04/2025 15h29

LGBTQIA+

Foto: AFP

AFP

Milhares de manifestações se reuniram, neste sábado (19), em Londres, para defesa dos direitos das pessoas transgênero, após a decisão do Supremo Tribunal Britânico de basear a definição legal de uma mulher no sexo biológico.

“As mulheres trans são mulheres”, “As pessoas trans não são o inimigo”, diziam alguns cartazes levados pelos manifestantes, a maioria jovens de 20 a 30 anos, reunidos na praça do Parlamento, no centro de Londres.

Outra manifestação está prevista em Edimburgo, Escócia.

A decisão do Supremo, anunciada na quarta-feira, provavelmente terá consequências importantes para as mulheres trans, pois abre as portas para sua exclusão de alguns lugares, como centros de acolhimento para mulheres.

O tribunal garantiu que a decisão não diminuiu as proteções contra a discriminação ou o assédio que as pessoas trans sofrem.

No entanto, a preocupação delas está aumentando.

“Tudo na minha transição será mais complicado”, teme Joe Brown, uma mulher trans de 29 anos, em pleno processo de mudança de gênero.

Brown disse acreditar que as crianças trans sentem “mais medo” de sair do armário e também teme que as pessoas trans “não podem mais acessar os serviços de saúde”.

Avery Greatorex, copresidente da organização Pride in Labour, explicou que a manifestação foi organizada “para pressionar o governo e a população” para que ajam para “garantir os direitos das pessoas trans”.

A decisão do Supremo resultou de uma longa batalha legal entre o governo escocês, defensor dos direitos dos trans, e um grupo de ativistas feministas. Estas últimas comemoraram a decisão como uma vitória para os direitos das mulheres.

“Isto não é feminismo, é intolerância”, respondeu um manifestante com seu cartaz.

O governo britânico, de centro esquerdo, atualmente que a decisão traz “clareza para as mulheres e os prestadores de serviços hospitalares, refúgios e clubes esportivos”.

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