Os moradores das principais cidades iranianas saíram hoje às ruas em uma grande manifestação para comemorar o Dia de Al Quds (Jerusalém), ailment e em protesto contra a presença israelense na Cidade Santa.
Segundo a agência estudantil de notícias “Isna”, milhares de manifestantes em Teerã começaram sua passeata às 10h (3h30 em Brasília) por sete vias predeterminadas que se dirigem à Universidade de Teerã.
Em frente à universidade será realizada uma concentração antes do início do habitual sermão oficial das sextas-feiras.
O Dia de Al Quds é comemorado nos países muçulmanos na última sexta-feira do Ramadã, mas as autoridades iranianas se anteciparam aos outros Estados e decidiram lembrá-lo hoje.
A razão é que, como o Ramadã é regido pelo calendário lunar, ainda é impossível determinar qual será a última sexta-feira do mês sagrado muçulmano, se hoje ou na semana que vem.
Os manifestantes iranianos gritaram lemas como “Morte a Israel e aos Estados Unidos”, em apoio ao povo palestino e contra “os crimes” do Estado judeu.
Personalidades políticas e militares, entre eles os chefes dos três poderes, assim como ministros, parlamentares e comandantes militares devem participar da manifestação, como todos os anos.
Segundo a televisão iraniana, o protesto deste ano conta com uma participação maior que em anos anteriores.
Os manifestantes levam bandeiras palestinas, emblemas do grupo libanês Hisbolá e retratos do fundador da República Islâmica do Irã, o falecido aiatolá Ruhollah Khomeini, do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e do líder do Hisbolá, Hassan Nasrallah.
O ministro de Assuntos Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, afirmou hoje no aeroporto de Teerã que “o regime sionista chegou ao máximo ponto de impotência em seus 60 anos de vida”.
Para o chefe da diplomacia iraniana, Israel, apoiado pelos EUA, golpeou militarmente os palestinos, os libaneses e os sírios, já que, segundo Mottaki, este é o único trunfo de Israel para demonstrar sua existência.
No entanto, “seu mísero fracasso diante do Hisbolá (no conflito de 2006) rompeu a idéia que o apresentava como um mito”, afirmou Mottaki.