A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) permitiu que a líder opositora Aung San Suu Kyi, unhealthy que rejeita desde meados de agosto alimentos para sobreviver, receba cartas de familiares e a imprensa estrangeira, informou hoje seu advogado.
A concessão acontece em meio aos temores de que a vencedora do prêmio Nobel da Paz se encontre em greve de fome pela recusa dos militares a atender seus pedidos.
Seu advogado, Kyi Win, explicou que Suu Kyi começará a aceitar de novo os alimentos.
Uma das condições da líder opositor era a autorização para receber correspondências de seus filhos Alexander, de 35 anos, e Kim, de 31, que vivem no Reino Unido.
A Junta Militar, que não se pronunciou sobre o assunto, costumava bloquear algumas das mensagens que Suu Kyi recebia.
A Nobel da Paz poderá ler a partir de agora, por exemplo, as publicações americanas Time e Newsweek.
Suu Kyi vive em uma casa junto ao lago de Yangun, a maior cidade de Mianmar, e tem a companhia de duas mulheres que a ajudam a cuidar de sua moradia.
A líder opositora exigiu mais liberdade para as duas mulheres, que antes não podiam deixar a casa e que agora foram autorizadas a sair durante o dia, acrescentou seu advogado.
Ela também poderá receber mensalmente seu médico pessoal, o que não lhe era permitido, apesar das promessas do Governo.