O ano de 2010 foi o que registrou o maior número de homicídios vinculados ao crime organizado no México, com um total de 15.273, embora tenha constatado uma queda de 10% no último trimestre do ano em relação ao mesmo período de 2009, informou o secretário técnico para a Segurança Pública do país, Alejandro Poiré.
“Após cinco trimestres de crescimento deste indicador, a partir do segundo trimestre de 2009, levamos nos dois trimestres passados dois casos em que se deixou de crescer nesta tendência”, apontou Poiré.
Em uma sessão nesta quarta-feira em que se celebra os Diálogos pela Segurança, o alto funcionário sustentou que ainda é cedo para assinalar que existe uma tendência de baixa consolidada. Ele destacou que houve conquistas importantes na estratégia contra a insegurança, especialmente na captura de inúmeros líderes.
No primeiro trimestre foram registrados 3.334 homicídios supostamente vinculados ao crime organizado, 19% a mais que no trimestre anterior, e de abril a junho foram 4.107, o que representou uma alta de 23%.
O terceiro trimestre de 2010 mostrou uma “estabilização” da onda de violência, com 4.142 mortos (+0,85%), enquanto no quarto trimestre de 2010 houve 3.690, com uma “queda clara” de 10%.
Diante dos dados, Poiré afirmou que esses homicídios “são também um fenômeno regionalizado, relativamente focalizado em zonas específicas de todo o país”.
“Em 2010, 50% de todos os homicídios supostamente vinculados com o crime organizado se concentraram apenas em três estados: Chihuahua (30%), Sinaloa (12%) e Tamaulipas (8%)”, acrescentou.
Os dados oferecidos por Poiré foram apresentados nesta quarta-feira por uma nova base de dados oficial elaborada por especialistas.
O presidente mexicano, Felipe Calderón, após assumir o Governo em 1º de dezembro de 2006, lançou uma ofensiva contra as organizações criminosas, que conseguiu até o momento neutralizar 19 dos 37 líderes mais procurados das organizações criminosas, o que Poiré considerou uma notável conquista.