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Mundo

México expulsa 3,2 mil agentes federais

Arquivo Geral

30/08/2010 11h29

A Polícia Federal mexicana anunciou hoje a expulsão de 3,2 mil agentes como parte de um processo de “revisão e depuração” de suas estruturas, o que representa quase 10% do efetivo total de policiais.

Em entrevista coletiva o comissário geral da Polícia Federal mexicana, Facundo Rosas, informou a abertura de expedientes disciplinares para outros 1.020 agentes da mesma corporação, que são ligados a Secretaria de Segurança Pública (SSP), “especificamente por não terem cumprido os exames de controle de confiança”.

Conforme Rosas, em uma primeira fase o conselho federal de desenvolvimento policial decidiu cortar 3,2 mil agentes “com base na lei do Sistema Nacional de Segurança Pública e a partir da publicação da Lei da Polícia Federal”, que inclui novas medidas anticorrupção.

Entre os expulsos estão comandantes acusados em 7 de agosto por seus subordinados de ligação com o crime organizado em Ciudad Juárez, a mais violenta do México.

“A segunda etapa inclui o início do procedimento disciplinar para outros 1.020 elementos pelo descumprimento dos requisitos de permanência, especificamente por não terem cumprido os exames de controle de confiança”, acrescentou Rosas.

Além disso, 465 policiais têm processos abertos “no conselho federal de desenvolvimento policial de desligamento”, o que poderia elevar o número de expulsões.

A medida vem acompanhada “da proibição do reingresso” dos agentes expulsos “a qualquer instituição da policial federal, estatal ou municipal”, acrescentou o comissário policial.

“O anterior faz parte do compromisso permanente de consolidar Polícia Federal que torne realidade os princípios constitucionais de legalidade, honradez, eficiência, profissionalismo e respeito aos direitos humanos”, disse Rosas.

A decisão “faz parte da estratégia de revisão e depuração” de uma corporação formada por 34,5 mil agentes na qual o Governo de Felipe Calderón depositou parte da responsabilidade da luta contra o crime organizado.

A SSP leva anos tratando de erradicar a corrupção da Polícia Federal buscando contar com um elenco de agentes federais mais confiáveis.

Calderón impulsionou desde sua chegada ao poder no final de 2006 uma estratégia de combate frontal ao crime organizado à frente da qual estão o Exército e a Marinha, mas na qual também colabora a Polícia Federal.

Até agora a estratégia não conseguiu reverter a onda de violência que afeta o país e que deixou mais de 28 mil mortos desde que o líder assumiu em 1º de dezembro de 2006.

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