Assim disseram em comunicado conjunto os chanceleres de ambos os países, a mexicana Patricia Espinosa e o italiano Franco Frattini, após realizar uma reunião de trabalho para analisar a relação bilateral na capital mexicana.
“Nós estamos prontos para sustentar todos aqueles esforços muito importantes do presidente (Felipe) Calderón e de seu Governo para reduzir” a delinqüência organizada, disse Frattini em entrevista coletiva conjunta com Espinosa.
Para o político italiano, o crime organizado internacional e o tráfico de drogas são “uma das principais ameaças que é preciso enfrentar” de maneira global.
Frattini se mostrou partidário de que o México, declarado parceiro estratégico da União Européia (UE) recentemente, utilize esse status especial também no combate à delinqüência.
“Contamos com instrumentos que podem ser em seguida postos à disposição e utilizados, considerando que o México foi reconhecido desde outubro como um parceiro privilegiado para a UE”, apontou.
Concretamente, ofereceu uma colaboração mais estreita “entre as forças policiais” de ambos os países, o que implicaria uma “formação profissional específica” para os agentes antidrogas assim como uma maior “troca de informação” na matéria.
Outro âmbito de cooperação foi circunscrito por Frattini a tarefas de “prevenção e combate ao tráfico de droga”, para o que recomendou ao México se aproximar do Observatório Europeu de Drogas e Toxicomanias da UE, com sede em Lisboa.
Ao respeito, a chanceler mexicana anunciou que em breve visitará Portugal e disse que buscará “a possibilidade de estabelecer contato com o centro” e “compartilhar com as áreas do Governo federal encarregadas da luta antidrogas todas estas possibilidades”.
A ministra de Exteriores do México ressaltou que o Governo liderado pelo presidente Felipe Calderón considera “fundamental” a cooperação internacional contra a criminalidade, não enfrentando unicamente o problema com enfoques nacionais.