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México congela contas de governador procurado por narcotráfico nos EUA

Presidente Claudia Sheinbaum afirmou que bloqueio das contas de Rubén Rocha foi preventivo após pedido de prisão feito pela Justiça americana

Redação Jornal de Brasília

18/05/2026 14h39

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Foto: Handout / Presidência Mexicana / AFP

As autoridades mexicanas congelaram de “forma preventiva” as contas do governador procurado por narcotráfico nos Estados Unidos, informou a presidente Claudia Sheinbaum, que pediu provas contundentes antes de agir contra o funcionário.

Sheinbaum pertence ao partido esquerdista Morena, o mesmo do governador Rubén Rocha, que se afastou provisoriamente do cargo de governador de Sinaloa depois que a Procuradoria de Nova York solicitou sua prisão e deportação.

Dois ex-funcionários de Rocha se entregaram na semana passada às autoridades americanas. O paradeiro do governador é desconhecido.

Sheinbaum disse em entrevista coletiva que o congelamento das contas de Rocha foi feito de “forma preventiva”. “Como há uma ordem de prisão nos Estados Unidos, os bancos daqui, por terem relação com os bancos de lá, [fazem isso] de forma automática, preventiva”, acrescentou.

A Unidade de Inteligência Financeira, órgão investigador da Secretaria da Fazenda, emitirá um comunicado mais detalhado nas próximas horas, acrescentou a presidente.

Rocha governava Sinaloa desde 2021 e refuta de maneira “categórica e absoluta” as acusações contra ele.

“Se houver provas, que a Procuradoria aja”, indicou Sheinbaum. “Não temos nada, absolutamente nada, a esconder e não fazemos nenhum pacto de nenhum tipo, nem com criminosos, nem de colarinho branco, nem com criminosos comuns, nem com o crime organizado”, prosseguiu.

O cartel de Sinaloa é um dos seis grupos mexicanos de narcotráfico designados como organizações terroristas pelo presidente americano, Donald Trump. Foi liderado pelo temido chefe do narcotráfico Joaquín “Chapo” Guzmán até 2016, quando foi capturado e depois extraditado aos Estados Unidos.

Atualmente, ele cumpre prisão perpétua.

Duas facções dessa máfia – uma delas formada pelos filhos do chefe do narcotráfico, os “Chapitos” – travam uma guerra interna que deixou milhares de mortos no estado.

AFP

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