Menu
Mundo

Merkel confirma venda da Opel à Magna

Arquivo Geral

10/09/2009 0h00

A chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou hoje que o conselho de administração da General Motors deu sinal verde à venda da Opel ao fabricante de autopeças austríaco-canadense Magna, nas “condições colocadas pelo Governo” da Alemanha.

Merkel comemorou o acordo e afirmou que “não será fácil”, mas a decisão da General Motors possibilitará um novo começo para o fabricante europeu de automóveis Opel.

A chanceler ressaltou que, agora, a Alemanha entrará em contato com os outros países europeus com unidades da General Motors para falar sobre “a divisão de encargos” e o futuro das fábricas.

A Alemanha, afirmou, como país que tem o maior número de fábricas, assumirá sua responsabilidade a respeito dos outros países europeus com atitude “justa e honesta”.

Merkel ressaltou que a decisão da GM se ajusta às “propostas financeiras desejadas pelo Governo e pelos länder (estados federados) alemães”.

“Fico feliz com esta decisão, que também é a que queriam as trabalhadoras e os trabalhadores da Opel”, disse a chanceler, que ressaltou que “ficou provado que a paciência e a perseverança do Governo alemão valeram a pena”.

Com isso, reagiu às críticas desde dentro e fora do país que reprovaram a Alemanha por ter se inclinado prematuramente pela opção de Magna.

No entanto, reconheceu que ainda serão necessárias negociações entre a entidade fiduciária que administra a Opel e a Magna.

Mas a chanceler assegurou que a resolução dos detalhes da operação será “controlável”.

A entidade fiduciária e a General Motors devem oferecer esta tarde uma entrevista coletiva, em Berlim, para explicar os pormenores da decisão.

A Magna, que apresentou uma oferta em cooperação com o fabricante russo Gaz e o banco Sberbank, é o único candidato pelo qual o Governo e os länder alemães estavam dispostos a apoiar com ajudas públicas.

Após a assinatura de uma declaração de intenções entre a GM e a Magna no final de maio, o Estado alemão concedeu à Opel um crédito para garantir sua sobrevivência até a firma de um contrato definitivo.

Segundo informações do ministro da Economia alemão, Karl-Theodor zu Guttenberg, este crédito de 1,5 bilhão de euros deveria chegar até janeiro.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado