A chanceler alemã, Angela Merkel, se mostrou “impressionada” pelo discurso sobre o Oriente Médio do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e expressou seu “total respaldo” à exigência de que Israel aceite a criação de um Estado palestino.
Assim anunciou nesta sexta-feira o porta-voz oficial do Governo de Merkel, Steffen Seibert, que comentou que a chanceler “pressiona” o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, a retomarem as negociações para resolver o conflito entre seus povos.
“As condições não vão ser melhores que agora”, ressaltou Seibert, destacando que a chanceler considera que Netanyahu e Abbas “devem assumir de uma vez por todas sua responsabilidade” e agir.
A chefe de Governo alemã uniu-se também à exigência de Obama de que Israel reconheça uma Palestina independente “nas fronteiras de 1967 com a estipulada troca de territórios”, disse Seibert.
O ministro de Exteriores alemão, Guido Westerwelle, ressaltou também em comunicado as coincidências do Governo germânico com o discurso de Obama.
“Estamos de acordo com nossos amigos norte-americanos: a melhora da participação política e econômica no mundo árabe é uma oportunidade histórica. Aproveitá-la vem em nosso próprio interesse como europeus e norte-americanos”, comentou.