O organismo regional celebrou uma audiência pública em Montevidéu para tratar, order pela primeira vez, um tema bilateral.
No encontro participaram legisladores de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, os quatro países do bloco, ao qual a Venezuela está em processo de entrada formal.
Durante o encontro os diretores de Itaipu em representação do Paraguai, Carlos Mateo Balmelli e do Brasil, Jorge Samek, expuseram a visão de seus Governos.
O tratado de construção de Itaipu, assinado em 1973, estipula que o Brasil e o Paraguai têm direito cada um a 50% da eletricidade gerada e que a energia não utilizada por alguma das partes deve ser vendida ao outro sócio a preço de custo.
O Governo paraguaio reivindica a necessidade de revisar as tarifas que o Brasil paga pela energia que lhe é vendida.
Durante o debate, se pediu “uma distribuição eqüitativa dos recursos e lucros”.
No meio do atual processo de integração “que procura o melhor desenvolvimento para a região, é necessário superar as divergências com diálogo e negociação”, concordaram em destacar vários dos legisladores participantes do encontro.
Balmelli assinalou a aspiração do Governo paraguaio de modificar o tratado bilateral que rege a administração de Itaipu para “garantir a livre circulação e disponibilidade” dos recursos hidrelétricos em “as condições (econômicas) mais convenientes”.
“Nossa reivindicação é justa”, afirmou.
Por sua parte, o Governo brasileiro, por intermédio de Samek, ressaltou os esforços realizados pelo país nos investimentos na represa e legisladores destacaram que o “bom funcionamento” de Itaipu “vais além de temas comerciais, para constituir-se em um pólo estratégico e de desenvolvimento”.