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Menos da metade dos americanos está satisfeita no trabalho, diz estudo

Arquivo Geral

05/01/2010 0h00


Um relatório divulgado hoje pelo grupo The Conference Board apontou que apenas 45% dos americanos estão satisfeitos com seu trabalho, contra 61,1% em 1987.

Segundo o documento, esta tendência pode fazer com que os trabalhadores de mais idade fiquem pouco inclinados a transmitir seus conhecimentos aos jovens.

“É importante achar uma solução, já que isto porque pode afetar de forma direta a qualidade da transferência do conhecimento de geração para geração, que é cada vez mais crítico para que o local de trabalho funcione de forma efetiva”, afirmou Linda Barrington, co-autora do estudo.

Lynn Franco, outra das responsáveis pela análise, aponta que, durante as duas últimas décadas, a satisfação nos locais de trabalho caiu de forma sistemática durante períodos como o da atual crise econômica.

Entre as razões que explicam o descontentamento estão os baixos salários e o aumento nos custos para cobertura médica – a contribuição média por cobertura individual aumentou de US$ 48 para 76 mensais entre 1999 e 2006.

Além disso, apenas 51% dos americanos consideram seus trabalhos interessantes – nível mais baixo desde que este relatório foi feito pela primeira vez, há 22 anos.

Os salários ajustados pela inflação aumentaram nos anos 80 e 90, mas caíram de forma sistemática desde ano 2000.

Em 1987, quase 70% dos entrevistados mostraram interesse em seu emprego.

Especialistas apontam que trabalhadores que consideram sua função interessante costumam ser mais inovadores, o que contribuiu para a produtividade e o crescimento econômico.

A infelicidade é generalizada, e não está restrita à idade ou faixa de salário: o relatório ressalta que a satisfação entre pessoas com menos de 25 anos alcançou um mínimo histórico e está agora em 35,7%, contra 55,7% de 1987.

O grupo continua sendo, mesmo assim, o mais contente com sua situação. Os mais insatisfeitos são os que têm entre 25 e 34 anos.

Os resultados possuem como base entrevistas feitas com 5 mil famílias.

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