Durante uma conversa telefônica entre os dois líderes, Medvedev cifrou em “milhares os mortos e em dezenas de milhares os refugiados” por causa dos bombardeios indiscriminados da artilharia e da aviação georgianas na região separatista da Ossétia do Sul.
O presidente russo se referiu à “violação do direito de existir de todo um povo” por parte de Tbilisi, segundo um comunicado do Kremlin.
“Dadas as circunstâncias, a Rússia tem diante de si uma única tarefa: o fim imediato da violência, a defesa da população civil, da qual a maioria são cidadãos russos, e o breve restabelecimento da paz”, disse.
Medvedev defendeu o papel das tropas russas de paz na Ossétia do Sul e afirmou que a única saída para o conflito está na retirada das forças georgianas da Ossétia do Sul, o retorno à mesa de negociações e a assinatura de um acordo de não agressão.
O chefe do Kremlin “expressou sua esperança de que os EUA e outros países interessados na estabilidade e segurança do Cáucaso atuem na mesma linha”, acrescenta a nota.
Na conversa por telefone, realizada por iniciativa do líder americano, Bush expressou sua profunda inquietação com a situação na área, e pediu que as partes evitem uma escalada do conflito.
Além disso, ofereceu sua ajuda para que as partes envolvidas retornem à mesa de negociações.