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Medvedev é eleito novo líder do partido governista Rússia Unida

Arquivo Geral

26/05/2012 9h53

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, foi eleito neste sábado o novo líder do partido governista Rússia Unida (RU), durante um congresso federal no qual defendeu o desligamento dos elementos que não acreditam na formação.

 

“Devemos nos livrar daqueles que desacreditam o partido e a si mesmos e atrair o maior número de pessoas novas, honestas e com iniciativa”, avaliou Medvedev durante seu discurso perante quase 700 delegados de todo o país.

 

Ainda assim, Medvedev descartou uma “expurgação” no seio do partido ao estilo do que ocorria no Partido Comunista da União Soviética (PCUS).

 

Medvedev substitui no cargo o atual presidente russo, Vladimir Putin, que assegurou durante o mesmo congresso, realizado em Moscou, que segue considerando a RU o “principal aliado” de sua gestão à frente do Kremlin.

 

“Uma força que está disposta a aproveitar todas suas possibilidades para construir um país livre, forte e florescente”, disse Putin.

 

Por sua parte, o primeiro-ministro assegurou que a RU deve ganhar todas as eleições de que participe e conservar a maioria constitucional no pleito parlamentar de 2017.

 

Medvedev antecipou que o congresso federal aprovou suas “revolucionárias” e “democratizadoras” propostas, como a eleição, por meio de votação direta e secreta, dos dirigentes locais e regionais do partido, e a limitação de seus mandatos a cinco anos.

 

O primeiro-ministro, que ingressou formalmente no partido nesta semana, liderou as listas da RU durante as eleições parlamentares de dezembro, o que não evitou que a legenda perdesse mais de 12 milhões de votos.

 

A RU saiu com a imagem arranhada do pleito legislativo, no qual a oposição denunciou a fraude governista e organizou os maiores protestos contra o Governo desde a queda da União Soviética.

 

Medvedev quer que o partido se apoie na “gente singela” a fim de melhorar sua imagem de plataforma de ascensão social para burocratas corruptos e arrivistas.

 

Com essa transferência na direção do partido do Kremlin se completa a repartição de poder entre Putin e Medvedev, cuja alternância entre a Presidência e o Governo foi muito criticada pela oposição e pelas chancelarias ocidentais.

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