“A Rússia decidiu ampliar substancialmente suas relações com os Estados da América Latina”, salve disse Medvedev, durante um comparecimento conjunto no Kremlin com a presidente do Chile, Michelle Bachelet.
Não se trata, disse, de “restabelecer relações até um nível determinado”, pois, em alguns casos, “trata-se de criar as relações a partir do zero”.
“A Rússia não tinha uma presença plena em todos os países da América Latina. Nas relações, houve diferentes períodos (bons e ruins) e agora Moscou quer estabelecer com os Estados da América Latina relações plenas, profundas e mutuamente vantajosas”, disse.
Sobre o Chile, o chefe do Kremlin não descartou a possibilidade da assinatura de um acordo de livre-comércio.
“Naturalmente, estudaremos este tema e veremos até que ponto corresponde agora com nossa base jurídica. Mas, para o futuro, não descarto nada”, disse.
Medvedev ressaltou que a Rússia poderia aproveitar as relações que estão sendo criadas com o Chile como “plataforma para estruturar as relações com outros Estados” da América Latina.
Bachelet destacou que “o Chile estima o fortalecimento das relações da Rússia com a América Latina”, e ressaltou que as relações russo-chilenas “são de grande força” e “têm grandes possibilidades de se expandir a outros âmbitos”.