Desde o começo da crise, há cinco meses, o número oficial de desempregados – neste caso, os que procuram emprego – aumentou em 200 mil, e agora é de cerca de 2 milhões de pessoas, disse Medvedev em entrevista que emitirá esta noite o Primeiro Canal de televisão e que antecipam as agências russas.
“Mas se falamos do desemprego real, somando os que buscam trabalho sem se inscrever nas listas de desemprego, o número destas pessoas, calculado segundo a metodologia da Organização Internacional do Trabalho (OIT), é de cerca de 6 milhões”, especificou.
“Essa é a magnitude desta calamidade em nosso país”, ressaltou o chefe do Kremlin, em sua segunda entrevista em um mês à televisão dentro do ciclo “Conversa com o Presidente”.
Medvedev disse que “é a primeira vez que esse número é publicado”, mas os especialistas o citam com frequência e o Governo mesmo prevê que o total de desempregados segundo a metodologia da OIT alcançará até o final do ano os 7 milhões de pessoas.
O líder russo acrescentou que o Estado destinou 43 bilhões de rublos (US$ 1,234 bilhão) em programas para ajudar os desempregados, criar emprego e organizar cursos de capacitação.