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Médicos sicilianos mantinham 51 mil mortos em listas de pacientes

Arquivo Geral

16/11/2008 0h00

Os médicos da ilha italiana da Sicília mantinham mais de 51 mil mortos, treatment alguns há 35 anos, em suas listas de pacientes e cobravam para “atendê-los”, uma fraude que custou 14 milhões de euros ao Estado, informa a imprensa local.

A Guarda de Finanças italiana (Polícia tributária) descobriu a fraude no serviço de saúde nacional após alguns meses de controle na província da Sicília.

O total de mortos “atendidos” pelos médicos era de 51,287 mil, pelos quais continuavam recebendo uma quantia mensal.

As investigações devem continuar, para identificar os responsáveis da fraude, uma operação difícil, dado o número de funcionários de saúde.

A saúde siciliana custa aos cofres públicos 8 bilhões de euros e, em 2007, o déficit no setor alcançava 1 bilhão de euros.

O deputado Nino Minardo, do partido Povo da Liberdade (PDL), apresentará amanhã uma interpelação urgente ao ministro da Saúde italiano, Maurizio Sacconi, sobre a situação na Sicília e em outras regiões da Itália.

“É preciso saber se este fato, que dá uma imagem péssima à ilha, afeta outras regiões. Se fosse descoberto que, em outras regiões da Itália, os médicos reebem indenizações por pacientes mortos, o dano ao orçamento seria enorme e o caso seria clamoroso”, afirma a imprensa local.

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