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Mundo

Médico britânico é condenado a prisão por tentar induzir aborto de amante

Arquivo Geral

16/11/2009 0h00

Edward Erin, um médico britânico de 44 anos, foi condenado hoje a seis anos de prisão por um tribunal de Londres por tentar envenenar sua amante para induzir um aborto.

Erin, casado e que tem dois filhos, foi considerado culpado por dois crimes de tentativa de evenenar sua companheira de trabalho e amante, Bella Prowse, de 33 anos, que o denunciou alegando que em duas ocasiões o médico tinha tentado colocar “pós” em um café e em um suco de laranja.

Tudo começou em uma festa de Natal em dezembro de 2007 organizada pelo hospital no qual trabalham, quando o médico e a secretária tiveram uma breve relação amorosa, que resultou uma gravidez, segundo Bella.

A amante afirmou durante o julgamento que se negou aos reiterados pedidos do médico para interromper sua gravidez, porque se sentia culpada por um aborto que tinha feito em 2002 e não queria voltar a passar por aquilo.

Sua recusa irritou Erin. Segundo Bella, ele “me dizia que não podia ter um bebê, que não estava preparada para ter um bebê, que se o tivesse o destruiria. Disse que o mataria e que teria que deixar meu trabalho”.

O tribunal considerou provado que o médico assinou uma receita para prescrever antiinflamatórios e indutores de aborto em nome de sua professora de alemão e que posteriormente tentou misturá-los a duas bebidas de sua amante.

A denúncia foi apresentada poucos dias depois e Erin negou a acusação, mas reconheceu a ideia de que utilizaria os medicamentos se sua amante estivesse de acordo.

Da gravidez de Bella, que tem uma filha de uma relação anterior, nasceu um menino que recebeu o nome de Ernie, que é loiro e tem os olhos azuis, o que gerou dúvidas sobre a paternidade de Erin, moreno de olhos escuros.

O condenado se submeteu a um teste de paternidade, cujos resultados ainda não foram divulgados.

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