Dezenas de milhares de manifestantes tomaram hoje as principais ruas da capital mauritana e, case ao chegar ao palácio presidencial, o Conselho de Estado resultante do golpe da quarta-feira lhes comunicou seu compromisso de conseguir uma “democracia real”.
Os integrantes do Conselho de Estado, presidido pelo general Mohammed Ould Abdelaziz, foram para a entrada do palácio presidencial a fim de saudar os manifestantes, que percorreram as ruas de Nuakchott para mostrar seu apoio ao golpe de Estado.
Em seu pronunciamento, Abdelaziz disse que as forças de segurança continuam do lado dos cidadãos, em busca da solução de seus problemas.
O presidente do proclamado Conselho de Estado agradeceu o interesse mostrado pela população nos assuntos do país e, após esse discurso, voltou para dentro do palácio acompanhado pelos outros membros militares. Com isso, os manifestantes deram por concluída sua manifestação.
Essa manifestação foi convocada na quarta-feira por dezenas de parlamentares dissidentes do Pacto Nacional pela Democracia e o Desenvolvimento (PNDD), dirigido pelo próprio primeiro-ministro, Yahya Ould Ahmed el-Waghef.
A marcha contou com a participação de membros do maior partido da oposição, o Reagrupamento de Forças Democráticas (RFD), e do Partido Republicano para a Democracia e a Renovação (PRDR), além de representantes de sindicatos de associações da sociedade civil.
Ainda hoje, está prevista a realização diante do Parlamento de uma nova manifestação contrária a essa tomada de poder, organizada por integrantes de quatro partidos políticos que se constituíram na autodenominada Frente Nacional de Defesa da Democracia.
Entre os membros desse grupo estão o PNDD, a Aliança Popular Progressista (APP), o islamita Tawassoul e a União de Forças do Progresso (UFP).