O presidente eleito do Haiti, Michel Martelly, disse nesta quarta-feira que a reconstrução de seu país após o trágico terremoto de janeiro de 2010 avança com uma lentidão “desesperadora”, apesar da “generosidade” das doações dos Estados Unidos e de outros países.
“Conto realmente com a senhora para garantir que a reestruturação da ajuda internacional seja efetiva”, disse Martelly à secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, com a qual manteve uma reunião e um almoço de trabalho.
Martelly, que foi o candidato mais votado no segundo turno das eleições do país e que chegou nesta terça-feira a Washington, destacou que apesar da generosidade dos cidadãos e do governo americanos, 1,7 milhão de haitianos ainda vivem em barracas.
O presidente também advertiu que caso não consigam conter a epidemia de cólera antes do início da temporada de furacões, em 1º de junho, o surto pode se estender por todo o país.
As previsões meteorológicas indicam que o Haiti pode enfrentar até 16 furacões neste ano.
Por sua vez, Hillary disse que os EUA não apenas prometeram uma “aliança” com o Haiti, mas querem ajudar Martelly a pôr em prática seus planos e prioridades para o povo haitiano.
“Sugerimos atuar com a comunidade internacional e as ONGs para que todos estejamos comprometidos a trabalhar de maneira transparente e aberta para que suas prioridades tenham o maior impacto possível nas vidas dos haitianos”, acrescentou.
Segundo a secretária de Estado, Martelly quer resolver os problemas do país mais pobre do continente americano e quer gerar resultados para os cidadãos haitianos.
“Nós estamos comprometidos em ajudá-lo neste processo”, ressaltou a chefe da diplomacia americana.
A reunião entre Hillary e Martelly acontece no mesmo dia em que o país caribenho deve anunciar os resultados definitivos do segundo turno das eleições.