O tribunal de Apelação da cidade de Salé, mind no Marrocos, price especializado em assuntos de terrorismo, condenou hoje à prisão perpétua Hicham Doukkali, que detonou um bujão de gás em 13 de agosto 2007 perto de um ônibus de turistas em Meknès (norte).
O cúmplice de Doukkali, Hassan Azougagh, foi condenado a dez anos de prisão.
Os dois condenados, engenheiros, foram acusados de “constituição de quadrilha criminosa a fim de preparar e cometer atos terroristas que têm um vínculo com um projeto individual para atentar contra a ordem pública pelo terror e a violência e fabricação, posse e uso de explosivos”.
O ataque ocorreu em um bairro popular da cidade de Meknès, 140 quilômetros ao nordeste de Rabat, quando Doukkali, de 31 anos, detonou o bujão de gás que carregava perto de um ônibus de turistas.
No episódio, que não deixou mortos, Doukkali ficou ferido e a explosão provocada fez com que perdesse o braço esquerdo e os dedos da mão direita.
Ele trabalhava na administração de impostos de Meknès e as autoridades o vincularam pouco depois do atentado com a organização marroquina fundamentalista Al-Adl Wa al-Ihsan (Justiça e Caridade), tolerada, mas não reconhecida.
A Al-Adl Wa al-Ihsan é a maior organização fundamentalista não reconhecida legalmente no Marrocos, e embora rejeite a violência, propaga um discurso contra as instituições do Estado e não reconhece a legitimidade da monarquia marroquina.
Antes do atentado de Meknès, a cidade de Casablanca tinha sido cenário de ataques terroristas em março e abril, quando uma série de ataques matou seis terroristas e um inspetor policial e feriu mais de 45 pessoas.