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Marrocos retira embaixador de Madri em protesto contra família real espanhola

Por Arquivo Geral 02/11/2007 12h00

O governo do Marrocos anunciou hoje ter chamado para consultas, symptoms por ordem do rei Muhammad VI e por tempo indeterminado, cheap seu embaixador em Madri, um dia depois de ter classificado como “lamentável” a visita prevista da família real espanhola a Ceuta e Melilla. As duas cidades em questão, localizadas no norte da África, pertencem à Espanha, mas até a década de 1950 faziam parte do Marrocos.

Rabat classifica Ceuta e Melilla como “cidades ocupadas”, e promoveu a retirada do embaixador marroquino em Madri, Omar Azziman, depois do anúncio de que o rei Juan Carlos e a rainha Sofia visitariam à região na próxima semana.

O Ministério de Assuntos Exteriores e de Cooperação marroquino, cujo responsável é Taib Fassi Fihri, justificou a decisão da retirada do embaixador do país “como uma conseqüência do anúncio oficial da lamentável visita do rei Juan Carlos, em 5 e 6 de novembro, às cidades ocupadas de Ceuta e Melilla”.

Na nota oficial fica claro que a decisão do governo marroquino, liderado pelo primeiro-ministro Abbas El Fassi, do partido nacionalista Istiqlal, foi tomada “após muitas instruções do Rei Muhammad VI”.

Segundo declarou à Agência Efe o porta-voz do governo marroquino, Khalid Naciri, Rabat considera que, depois do anúncio da chamada para consultas de seu embaixador em Madri, “a bola está no campo da Espanha”.

Para Naciri, que também desempenha o cargo de chefe da pasta de Comunicação, “a explicação (da retirada do embaixador) é muito simples: o comunicado que demos ontem não teve nenhum eco na postura da Espanha”.

Naciri se referia à declaração que ele mesmo leu e na qual o governo marroquino “lamentou e rejeitou” a visita da família real espanhola a Ceuta e Melilla. “Hoje confirmaram a visita do rei (da Espanha). Então nos vimos obrigados a transmitir uma mensagem mais clara. Por isso chamamos o embaixador”, acrescentou Naciri à Efe.

Sobre os próximos passos a serem adotados pelo Governo do Marrocos, Naciri acrescentou que espera que a Espanha “leve em consideração os sentimentos do povo marroquino e o interesse das relações bilaterais e de cooperação”.

Em Madri, o Ministério de Assuntos Exteriores espanhol rejeitou a hipótese, depois de saber do anúncio de Rabat, de seu governo adotar “uma medida similar” à adotada pelo Executivo marroquino.

Fontes da pasta de Exteriores espanhola evitaram avaliar a medida, já que se trata de “uma decisão soberana” do departamento de Exteriores do Marrocos, e reiteraram o desejo de continuar “com as boas relações e o clima atual” entre ambos os países.

Há praticamente seis anos o governo do Marrocos tomou uma decisão parecida: em 27 de outubro de 2001 decidiu retirar por tempo indeterminado seu embaixador em Madri, e quatro dias depois cancelou uma reunião de alto nível que seria realizada em conjunto com a Espanha em dezembro daquele ano.

O retorno dos respectivos embaixadores aconteceu em 30 de janeiro de 2003 e, ao longo desse ano, foram iniciados trabalhos de diferentes grupos de trabalho hispano-marroquinos.

Uma melhora nas relações entre Espanha e Marrocos ficaria evidenciada com a visita, entre 15 e 17 de janeiro de 2005, da família real espanhola ao Marrocos, naquela que foi a segunda estadia oficial do rei Juan Carlos no país e a primeira durante o reinado de Muhammad VI.






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