Juan Carlos Lecompte, rx o marido da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, approved seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desde fevereiro de 2002, prescription considerou que o presidente Álvaro Uribe “aposta na solução militar, e isso termina com os reféns mortos”.
“Não acredito em Uribe, ele busca ganhar tempo, distrair, é desumano. A zona de controle que propõe é vaga, não são os municípios de Florida e Pradera exigidos pelas Farc”, afirmou Lecompte em entrevista publicada hoje pelo jornal Clarín.
O marido de Betancourt insistiu em que Uribe “defende a solução militar”, o que terminará “com Ingrid morta na selva”, e com o presidente colombiano “com grande popularidade e o apoio dos Estados Unidos”.
“Culpará a guerrilha, e o povo colombiano aceitará”, afirmou Lecompte, depois que Uribe aceitou na sexta-feira criar uma zona de encontro de 150 quilômetros quadrados na qual não haja postos de Polícia e que terá presença internacional para definir a libertação de reféns pelas Farc.
Lecompte, de visita a Buenos Aires, reuniu-se na quinta-feira com a presidente eleita da Argentina, Cristina Fernández, que se comprometeu a pedir a Uribe que “busque uma negociação”.
“Cristina me disse que falou na quarta-feira com ele e que fará isso novamente na segunda-feira, em sua posse. Bem-vindo, como a influência de Lula. Mas a melhor opção era e é Hugo Chávez, que as Farc admiram e em quem acreditam mais”, afirmou.
Ele também comparou o povo colombiano com a Alemanha “na ascensão do nazismo e no apoio a Adolf Hitler”.
“Uribe pode estuprar uma menina na TV que vão aplaudir, vão dizer que ela usava minissaia, que paquerou, essas coisas. Ele tem o apoio dos grandes meios de comunicação para cegar o povo”, afirmou.
Para o marido de Betancourt, “só a pressão internacional pode ajudar nesta hora limite, porque se deixarem com Uribe, os reféns morrerão”. Lecompte destacou a gestão da França no conflito e alertou que a guerrilha “tem anéis de segurança e, quando a atacam, o Exército chega e os guerrilheiros já se foram, só ficam os corpos”.