Um estudo feito por uma empresa de consultoria brasileira apontou que Pelé foi o jogador que maior valor de mercado tinha aos 20 anos de idade, superando Messi, Neymar e Maradona.
Divulgados nesta terça-feira, os dados da Pluri, firma especializada em informações do mercado do futebol mostram que aos 20 anos, Pelé, campeão mundial na Suécia em 1958 e ainda jogador Santos, teria valor de mercado de 93 milhões de euros (R$ 236 milhões).
Messi é o segundo na lista, com valor de mercado aos 20 anos estimado em 68 milhões de euros (R$ 173 milhões). O argentino atingiu a idade em 2007, já atuando como titular do Barcelona, tendo conquistado dois títulos espanhois (2005 e 2006) e uma Liga dos Campeões (2006).
Em terceiro lugar nessa disputa entre ídolos do futebol brasileiro e argentino estaria Neymar, com valor estimado de 55 milhões de euros (R$ 140 milhões) aos 20 anos. O craque santista atingiu a idade em março do ano passado.
Aos 20 anos, ainda jogador do Argentinos Juniors, Diego Armando Maradona valeria 40 milhões de euros (R$ 101 milhões). Na época, o craque já havia conquistado um mundial sub-20 com a seleção argentina.
A empresa calcula os valores de mercado dos jogadores a partir de um software próprio, que leva em conta 61 critérios específicos, como idade, criatividade, regularidade, força fisica, capacidade de definir as partidas, aspectos táticos, disciplina, nível dos campeonatos que disputa, títulos conquistados, convocações para a seleção de seu país, entre outros.
Diante da impossibilidade de comparar os atletas por seus diferentes tempos de carreira, a empresa buscou avaliar os primeiros anos dos quatro craques, usando como limite a idade já completada pelo mais jovem, Neymar.
“É importante lembrar que a intenção foi identificar o jogador mais valioso e não o melhor. A avaliação do valor de mercado de um jogador é diferente de ver a sua qualidade técnica e habilidade”, aponta a empresa.
A Pluri esclareceu que a avaliação do valor de Pelé e Maradona foi levado para as respectivas épocas em que atuavam, sem levar em conta se o futebol era mais difícil ou não. Cerca de 100 mil pessoas abarrotaram a central Avenida Sájarov de Moscou nesta terça-feira em um protesto contra o regime do presidente russo Vladimir Putin, segundo pôde comprovar a Agência Efe.
No entanto, segundo o Ministério do Interior russo, a chamada Marcha dos Milhões reuniu aproximadamente 18 mil manifestantes.
Os opositores reunidos formavam uma faixa de pelo menos um quilômetro de extensão pela ampla avenida, que era rodeada por um grande contingente policial e por equipes de emergência.
Para chegar ao lugar do comício, no mesmo local onde ocorreu a grande manifestação para denunciar as fraudes nas eleições parlamentares em dezembro, os manifestantes precisavam atravessar cinco cordões policiais, incluindo detectores de metais.
O líder opositor Sergei Udaltsov, que liderou a manifestação e deveria ter comparecido ao Comitê de Instrução (CI) russo nesta terça para dar declarações sobre a violenta manifestação do último dia 6 de maio, foi um dos primeiros a discursar no comício.
Coordenador do movimento Frente de Esquerda, Udaltsov sugeriu a realização de outro grande protesto no próximo dia 7 de outubro, além de “reuniões populares indefinidas” para exigir a libertação das 13 pessoas que foram detidas após a manifestação do último mês.
O deputado da social-democrata Rússia Justa (RJ), Ilya Ponomariov, propôs a formação de um órgão único de direção para articular as exigências e as ações da oposição.
“Temos que votar todos juntos pela criação de um órgão único de direção (…) capaz de levar adiante um programa para todo o país”, manifestou Ponomariov.
Já o também social-democrata Gennady Gudkov exigiu a renúncia da Comissão Eleitoral Central (CEC) e a convocação de novas eleições, parlamentares e presidenciais.
“Seguiremos saindo às ruas até que estas exigências sejam cumpridas. Se nos tirarmos da rua, com prisões e multas, iniciaremos ações de desobediência civil por todo o país”, advertiu Gudkov.
Outros líderes da oposição não parlamentar, como Ilya Yashin, Kseniya Sobchak e Alexei Navalni, não discursaram no comício porque tiveram que comparecer ao CI para também prestar declarações sobre a manifestação realizada no início de maio.
Ontem, as autoridades compareceram as residências de Udaltsov, Sobchak, Yáshin e Navalni e confiscaram dinheiro (mais de um milhão de euros, segundo as autoridades), computadores e suportes com informação, entre outras coisas.
Os opositores foram às ruas nesta terça sem temer a polêmica lei de comícios, que, por sua vez, entrou em vigor no último domingo. Essa nova lei endurece as sanções para os que descumprirem as normas que regem a realização de atos públicos na capital russa.
O social-democrata Gennady Gudkov aproveitou a ocasião para criticar esta norma diante de todos os manifestantes. “Temos direito de nos reunir livremente e dizer às autoridades aquilo que consideramos necessário”, proclamou.
O comício deverá ser encerrado às 11h (horário de Brasília), enquanto a nova lei estipula, sob pena de multa, que o número de manifestantes não deve superar os 50 mil.