Centenas de egípcios se concentraram nesta segunda-feira nos centros de Roma e Milão para exigir o final do regime do presidente de seu país de origem, Hosni Mubarak, e em solidariedade com os milhares de compatriotas que se manifestam há dias em todo o país árabe.
Na praça da República de Roma, cerca de 500 egípcios, que carregavam bandeiras do país, exibiram cartazes nos quais se podia ler em árabe e italiano frases como “Fora Mubarak assassino” e “fim da ditadura e da violência”.
“Estamos aqui para expressar nossa solidariedade ao povo egípcio. Seguimos com atenção a trágica evolução dos eventos no Egito e esperamos que a situação se resolva de maneira civilizada, sem violência e sem vítimas”, disse à imprensa o presidente da comunidade do mundo árabe na Itália, Foad Aodi.
Um dos manifestantes, Walid El Shazli, que vive em Roma há 23 anos, acusou o Governo de Silvio Berlusconi e os partidos italianos de ficaram calados diante da situação no Egito e condenou a Itália por, segundo ele, se lembrar do país árabe “apenas para as férias”.
Em Milão, aproximadamente mil pessoas, a maioria de origem egípcia, levaram à Piazzale Loreto bandeiras com as frases “O povo quer que o Governo caia” e “Mubarak assassino”.
Por sua vez, o Governo italiano aconselhou os italianos a não viajarem viajar para o Egito, onde, segundo fontes do Ministério de Exteriores local, se encontram atualmente cerca de 15,5 mil italianos. Deles, 8,5 mil vivem de maneira estável no país, enquanto os restantes são turistas.
Apesar das advertências do Governo, de acordo com agências de turismo, muitos italianos seguem partindo rumo às localidades turísticas do Mar Vermelho, como Sharm el-Sheikh, Hurgada, Marsa Alam e Taba, destino de milhares de italianos durante todo o ano.