Centenas de jordanianos protestaram nesta sexta-feira em várias cidades do país para exigir a renúncia do primeiro-ministro Marouf Bakhit, o qual acusam de ter fracassado na luta contra a corrupção e na introdução de reformas políticas.
Em Tafile, Karak e Amã, entre outras cidades, os manifestantes pediram também a dissolução da Câmara Baixa do Parlamento e a revogação do tratado de paz com Israel assinado em 1994.
A maior parte dos protestos ocorreu em Tafile, a 180 quilômetros da capital, onde pela quarta sexta-feira seguida os manifestantes pediram a queda do governo.
Várias testemunhas informaram que os participantes do protesto levavam cartazes com palavras de ordem contra o Executivo como “O povo quer acabar com o governo por seu desinteresse em realizar as reformas necessárias”.
Em Amã os manifestantes se concentraram em frente ao Tribunal de Segurança do Estado, no bairro de Marka, para pedir a supressão do tribunal militar.
Os participantes, que em sua maioria pertenciam ao braço político da Irmandade Muçulmana, a Frente de Ação Islâmica, relataram que o tribunal restringe as liberdades dos cidadãos.
Além disso, também pediram a libertação do soldado jordaniano Ahmed Dakamseh, condenado à prisão perpétua por ter matado sete estudantes israelenses no vale do Jordão em 1997.