Os manifestantes, em sua maioria jovens, que protestavam contra uma suposta fraude nas eleições parlamentares de domingo, quebraram janelas, tiraram móveis do prédio do Parlamento e tentaram fazer fogueiras com eles.
Em um primeiro momento, eles tentaram invadir a residência do presidente, após jogarem pedras e garrafas em sua fachada, mas foram impedidos pela Polícia, que usou mangueiras de água para dispersá-los.
Segundo outra agência russa, “Interfax”, cerca de dez policiais ficaram feridos nesse ataque.
Depois disso, alguns dos manifestantes seguiram para invadir a sede do Parlamento.
“A situação está sob o controle da Polícia”, disse, no entanto, Ala Meleka, porta-voz do Ministério do Interior moldávio, à “RIA Novosti”.
Os opositores pedem a unificação da Moldávia com a Romênia e acusam o governante Partido dos Comunistas da Moldávia de fraudar as eleições parlamentares de domingo, das quais saiu vitorioso.
Segundo os resultados oficiais, os comunistas tiveram 50% dos votos, com os quais mantêm o controle da câmara que, segundo a Constituição moldávia, elege o chefe do Estado.
Logo em seguida, começaram os protestos da oposição, reunindo 15 mil pessoas em diferentes locais do centro de Chisinau, onde se encontram os principais prédios estatais.
“Abaixo o comunismo”, “Melhor estar morto que ser comunista”, “Queremos estar na Europa” e “Somos romenos” foram algumas das frases gritadas pelos manifestantes nas ruas da capital moldávia.
Eles organizaram um grupo denominado “Eu sou anticomunista”, que assumiu a coordenação das ações de protesto contra o Governo comunista da Moldávia, umas das repúblicas que fazia parte da União Soviética.