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Mundo

Manifestantes confrontam policiais em Hong Kong

Arquivo Geral

06/11/2014 9h55

Manifestantes em favor da democracia em Hong Kong enfrentaram policiais na madrugada desta quinta-feira. O embate foi o primeiro em mais de duas semanas e ocorre na medida em que cresce a pressão para que os membros do protesto abandonem as ruas da cidade que ocupam há mais de um mês e meio.

O conflito durou cerca de quatro horas e aconteceu no bairro de Mong Kok, onde os protestos têm sido mais conturbados. A polícia afirma que o tumulto começou com a tentativa de prender um homem que estava apontando a luz do seu celular para os olhos de agentes.

As autoridades afirmam que outros manifestantes responderam a ação avançando sobre a polícia e deram início à confusão. Por volta das 2h30, em horário local, os integrantes do protesto atacaram novamente e conseguiram vencer a barreira para ganhar mais espaço nas ruas. Os agentes então responderam com spray de pimenta e empurraram a multidão de volta à zona em que os manifestantes estão acampados.

A polícia afirma ter prendido três pessoas no confronto e ao menos um civil ficou ferido.

Diversos manifestantes chegaram à região de Mong Kok vestindo máscaras inspiradas em Guy Fawkes, que conspirou para explodir o prédio do Parlamento inglês em 1605. Jovens de todo o mundo têm utilizado a máscara em mobilizações desde que ela foi exibida no filme “V de Vingança”, de 2006.

Milhares de pessoas permanecem acampadas nas ruas de Hong Kong para pedir por eleições livres para o líder da cidade. Os protestos começaram em setembro, após Pequim determinar que um comitê partidário ao governo central decidiriam as pessoas que poderiam se candidatar ao pleito. Fonte: Associated Press.

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    17/10/2014 10h47

    Novos confrontos entre manifestantes e policiais aconteceram na noite desta sexta-feira em Hong Kong, em um bairro da cidade no qual agentes de segurança haviam retirado os manifestantes anteriormente. Os policiais usaram sprays de pimenta e cassetetes para dispersar uma grande multidão de pessoas que haviam se reunido em Mong Kok, e diversos manifestantes foram derrubados ou levados pela polícia. As cenas de violência ocorreram horas depois de os agentes terem removido tendas, toldos e barricadas no distrito.

    A operação para remover as barreiras da zona de protesto foi a terceira do tipo realizada nos últimos dias. A estratégia adotada pela polícia é a de chegar nas primeiras horas da manhã, quando o número de manifestantes atinge um mínimo, para realizar a remoção dos materiais e evitar embates.

    Nesta sexta-feira, centenas de policiais foram até o local pouco depois das 5h e cercaram o acampamento de mais de cem manifestantes. Os agentes alertaram os estudantes que eles tinham 15 minutos para deixar as ruas antes que começassem a limpar a rua. Acordados pela polícia, eles coletaram seus bens e deixaram o local. Duas horas depois, o tráfego de veículos na região foi retomado pela primeira vez desde o fim de setembro.

    O novo confronto entre autoridades e integrantes do protesto acontece no dia seguinte à declaração do executivo-chefe de Hong Kong, Leung Chun-ying, que se disse disposto a retomar os diálogos com os manifestantes. Leung, no entanto, afirmou que não irá renunciar e que Pequim não desistirá de montar um comitê para analisar os candidatos ao governo da província semiautônoma em 2017.

    O chefe de governo também disse que a polícia não irá parar de limpar zonas de protesto enquanto seguem as conversas e que os últimos confrontos devem tornar mais difícil a resolução da crise com os manifestantes. Líderes estudantis que comandam o protesto exigem a renúncia de Leung, bem como a retirada da decisão de Pequim sobre as eleições diretas. Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires.

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