Cerca de 30 mil camponeses, operários, universitários e desempregados se manifestaram nesta segunda-feira na Cidade do México para exigir ao Governo melhores condições de vida e combate à insegurança.
O protesto, que deixou o trânsito caótico em boa parte do centro da capital, partiu do monumento ao Ángel de la Independencia e terminou na Praça da Constituição (Zócalo), a maior praça pública do México, onde se juntaram 30 mil manifestantes, de acordo com fontes oficiais.
A manifestação, convocada por camponeses e sindicalistas, foi a primeira realizada na Cidade do México em 2011.
“Buscamos um novo modelo econômico e social para o país, pois é urgente deter a escalada de preços, principalmente da cesta básica e, por outro lado, para que se atenda a problemática do desemprego e a insegurança”, explicou o presidente do Comitê da Confederação Nacional Camponesa (CNC), Gerardo Sánchez García.
Entre outros, lideraram a passeata os dirigentes do Sindicato Mexicano de Eletricistas, Martín Esparza, o de telefonistas, Francisco Hernández Juárez, e os da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), Agustín Rodríguez.
“É necessário um movimento social para que o Governo não esqueça que firmou um compromisso para resolver os problemas sociais e evitar uma crise de maiores consequências para os setores que representamos”, disse Martín Esparza.
Os dirigentes sindicais se comprometeram a entregar suas reivindicações ao Ministério de Governo (Interior) e ao Congresso mexicano.
Segundo a Polícia da capital mexicana, durante o evento, de pouco mais de três horas, não foi reportado nenhum incidente.