Menu
Mundo

Malvinas farão plebiscito sobre sua soberania em 2013

Arquivo Geral

12/06/2012 13h14

 As Ilhas Malvinas promoverão, na primeira metade de 2013, um plebiscito sobre sua soberania para pôr fim ao litígio com a Argentina, anunciou nesta terça-feira em Port Stanley o governo das ilhas do Atlântico Sul.

 

Após saber da decisão, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, afirmou hoje, por meio de declaração escrita, que o país “respeitará e defenderá” o resultado do plebiscito e confia que a Organização das Nações Unidas aceitará a “decisão dos insulanos sobre como querem viver”.

 

O anúncio da consulta foi divulgado pouco antes de se completarem 30 anos do fim da Guerra das Malvinas entre Reino Unido e Argentina nesta quinta-feira, quando está previsto que a presidente argentina, Cristina Kirchner, defenda em Nova York no Comitê de Descolonização da ONU a soberania de seu país sobre as ilhas.

 

O presidente da Assembleia Legislativa das ilhas, Gavin Short, disse hoje que o plebiscito, cuja pergunta ainda não foi divulgada, tem como objetivo “mostrar ao mundo” quão seguros os insulanos estão de que querem ser britânicos.

 

Em declaração escrita, Short afirmou que a população das Malvinas (que os britânicos chamam Falklands), quer permanecer como território dependente do Reino Unido e não sob soberania da Argentina, que reivindica o território desde 1833.

 

Além disso, o presidente da Assembleia qualificou como “absurda” a “retórica” que o governo de Buenos Aires utiliza, segundo a qual os cerca de 3 mil malvinenses não têm opinião sobre seu futuro.

 

“Pensamos cuidadosamente sobre como enviar ao mundo uma mensagem forte que expresse a opinião da população das Malvinas de maneira clara, democrática e incontestável”, acrescentou. O governo das ilhas chegou à conclusão de que um plebiscito “eliminará qualquer dúvida sobre nossos desejos”.

 

A consulta, que será organizada pelo governo das ilhas na primeira metade de 2013, contará com observadores internacionais independentes, que irão supervisionar o resultado do plebiscito.

 

Nas próximas semanas serão divulgadas as perguntas que se farão aos insulanos no plebiscito sobre seu “status político”, acrescentou Short.

 

Por sua parte, David Cameron cumprimentou hoje a decisão dos malvinenses de expressar sua opinião em um plebiscito, 30 anos depois da guerra.

 

“Sempre disse que é assunto dos habitantes das Malvinas decidir se querem ser britânicos e que o mundo deveria escutar seu ponto de vista”, afirmou.

 

“Agora o governo argentino quer pôr em dúvida sua escolha ao aplacar a capacidade dos insulanos de falar por si mesmos”, criticou o chefe do Governo.

 

A tensão entre Londres e Buenos Aires se agravou em 2011 pela decisão do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) de impedir a atracação de embarcações com bandeira malvinense em seus portos.

 

A isso, somou-se o mal-estar da Argentina pela presença do príncipe William, neto da rainha Elizabeth II, no arquipélago, para cumprir uma instrução militar, e pelo envio de um moderno destróier britânico ao Atlântico Sul.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado