O governo da Malásia condenou com veemência o ataque perpetrado nesta segunda-feira pela Armada de Israel contra uma embarcação malaia de bandeira moldávia, que transportava ajuda humanitária aos palestinos na Faixa de Gaza.
“A Malásia exige de Israel a cessação de qualquer ação militar violenta e drástica contra os passageiros desarmados da missão Spirit of Rachel Corrie”, indicou o ministro das Relações Exteriores malaio, Anifah Aman, em comunicado divulgado no site do ministério.
Os 12 passageiros e tripulantes da embarcação “Finch” estão a salvo no porto egípcio de Arish, até onde foram escoltados por uma embarcação da Armada do Egito à qual solicitaram ajuda por rádio depois que dois navios israelenses dispararam quatro tiros de advertência para que retrocedessem.
O ministro malaio pediu a Israel que “garanta a passagem a salvo do navio a Gaza para entregar a ajuda humanitária”.
“Qualquer ação militar israelense contra um navio desarmado que transporta civis e assistência humanitária só conseguirá piorar a percepção negativa que a comunidade internacional tem de Israel”, acrescentou o chefe da diplomacia malásia.
A embarcação fretada pela Perdana Global Peace Foundation transporta sete malaios (incluindo dois jornalistas), dois hindus e os ativistas irlandeses Derek e Jenny Graham, além da canadense Julie Levesque.
O incidente ocorreu por volta das 0h54 (do horário de Brasília), quando foram interceptados pelos israelenses após serem seguidos durante meia hora.
Segundo Israel, a embarcação com ajuda humanitária para reparar o sistema sanitário palestino e que zarpou da Grécia na semana passada havia penetrado em uma zona militarizada.
Israel espera em junho que uma pequena frota de navios internacionais fretada por ONGs e movimentos de apoio à causa palestina tente levar ajuda humanitária a Gaza, submetida a um bloqueio por terra, mar e ar desde que o grupo islâmico Hamas tomou o poder no território, em junho de 2007.