Pelo menos 34 pessoas foram detidas nesta quarta-feira por seu suposto envolvimento nos distúrbios na praça Tahrir e em seus arredores, no Cairo, segundo uma fonte dos serviços de segurança do Ministério do Interior egípcio.
A fonte, citada pela versão digital do jornal “Al Ahram”, informou que entre os detidos há um cidadão britânico e outro americano.
Todos os suspeitos foram apresentados perante a Promotoria militar para prestar esclarecimentos sobre os fatos.
Anteriormente, fontes policiais tinham revelado à agência de notícias estatal “Mena” que as autoridades tinham detido nove pessoas pelos incidentes da noite de terça-feira perto de um teatro no qual supostamente acontecia uma homenagem às vítimas da revolução egípcia.
Enquanto isso, na área onde está situado o Ministério do Interior, próximo à praça Tahrir, o clima é de tranquilidade após a mobilização de unidades militares na região para vigiar o edifício.
O Ministério da Saúde elevou para 1.114 o número de feridos nos choques que tiveram início na noite de terça-feira e continuaram nesta quarta-feira entre manifestantes e policiais no centro do Cairo, ressaltou a “Mena”.
Por outro lado, o assessor de Informação da Chefia do Governo, Ahmed al Saman, negou os rumores divulgados no Twitter e por alguns meios de comunicação internacionais de que o ministro do Interior teria renunciado.
Saman considerou que esses rumores têm o objetivo de gerar confusão entre a opinião pública e afetar a capacidade da Polícia de enfrentar as ações dos “pistoleiros”.
O porta-voz acrescentou que o ministro prossegue com suas tarefas e supervisiona o esquema de segurança para restabelecer a calma nas ruas da capital.
Os enfrentamentos tiveram início na noite de terça-feira depois que supostos familiares das vítimas da revolução de 25 de janeiro, que acabou com o regime de Hosni Mubarak, foram atacados e detidos, após serem proibidos de participar de um ato em homenagem aos mártires dos protestos.
O jornal “Al-Ahram” afirmou, citando testemunhas, que quando os parentes dos manifestantes que morreram chegaram ao teatro descobriram que, na realidade, a homenagem era aos policiais mortos durante as revoltas.
Eles se dirigiram então a vários oficiais da Polícia que estavam nas ruas próximas para protestar.
Após esse incidente, dezenas de manifestantes foram à praça Tahrir e tentaram atacar a sede do Ministério do Interior.