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Mundo

Mais de 100 presos no Equador durante toque de recolher contra o tráfico de drogas

Medida do governo de Daniel Noboa restringe circulação em nove províncias e mobiliza mais de 50 mil militares e policiais em meio à escalada da criminalidade

Redação Jornal de Brasília

04/05/2026 14h01

Foto: RODRIGO BUENDIA / AFP

Foto: RODRIGO BUENDIA / AFP

Aproximadamente 120 pessoas foram presas durante o toque de recolher de domingo (3), decretado pelo governo em grande parte do Equador para conter a violência de gangues criminosas ligadas ao tráfico de drogas, informou a polícia nesta segunda-feira (4).

A medida proíbe a circulação total por seis horas, a partir das 23h00, horário local (1h00 em Brasília), e é um dos frequentes toques de recolher impostos pelo presidente de direita Daniel Noboa.

O comandante da polícia, general Pablo Dávila, disse à emissora Teleamazonas que o primeiro dia do toque de recolher resultou em 124 prisões, quase todas por violação das restrições de circulação.

“Este toque de recolher é mais do mesmo, porque avisaram com bastante antecedência que os militares seriam mobilizados nas ruas, e quando eles aparecem, você os vê durante o dia, e à noite fazem buscas nas avenidas principais, mas dentro do bairro onde moro, eles nem mostram a cara”, disse à AFP Gerardo Gómez, um comerciante de 45 anos que vive em uma área violenta da conflituosa cidade portuária de Guayaquil.

Gómez se mostra cético em relação às políticas linha-dura de Noboa, que não conseguiram reduzir a criminalidade em um dos países mais violentos da América do Sul.

Devido às restrições em vigor entre 3 e 18 de maio, o comerciante fechará sua loja de cabos e fones de ouvido uma hora mais cedo do que o habitual, uma decisão que afetará sua renda.

O toque de recolher se aplica a nove das 24 províncias do país, incluindo Pichincha (cuja capital é Quito) e Guayas (Guayaquil).

Mais de 50 mil militares e policiais foram mobilizados nas ruas, armados com fuzis, com os rostos cobertos por balaclavas e em veículos blindados.

Diversas gangues disputam o controle do tráfico de drogas, da extorsão e de outros crimes, apoiadas por cartéis internacionais rivais. Esse coquetel de violência tornou o país o mais violento da América Latina, com 51 homicídios por 100 mil habitantes em 2025, segundo o Insight Crime.

AFP

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