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Machado agradece a Trump por abrir comporta da liberdade na Venezuela

Em coletiva após retorno do exílio, líder opositora criticou acordo petrolífero e defendeu eleições em 2027.

Redação Jornal de Brasília

29/10/2026 19h50

Oposição venezuelana

María Corina Machado, líder da oposição venezuelana. Foto: JUAN BARRETO/AFP

A líder opositora venezuelana María Corina Machado agradeceu publicamente ao governo dos Estados Unidos nesta quinta-feira (29). Em coletiva de imprensa em Caracas, ela atribuiu ao presidente Donald Trump e ao secretário de Estado Marco Rubio a abertura da “comporta para a liberdade” do país após a captura de Nicolás Maduro em janeiro.

Machado, que retornou ao país no domingo após dez meses de exílio, falou a estudantes na Universidade Católica Andrés Bello. Ela afirmou que voltou para mobilizar a sociedade em preparação para as eleições presidenciais, que espera ocorrerem em 2027.

A opositora citou uma sequência de passos proposta pelo Departamento de Estado norte-americano rumo a uma transição democrática. O plano prevê a renovação do Tribunal Supremo de Justiça em dezembro e a implementação posterior de um novo Conselho Nacional Eleitoral.

A presidente interina Delcy Rodríguez também se pronunciou sobre o tema nesta quinta-feira, garantindo que haverá eleições organizadas por uma autoridade renovada, sem indicar data específica. Rodríguez apareceu em mensagem televisiva usando traje semelhante ao de Machado.

Nas declarações, a opositora se distanciou das negociações de transição entre um setor da oposição e o governo interino, iniciadas em agosto. “Nós não fazemos parte dessa mesa”, disse Machado, acrescentando que tem interesse no sucesso do diálogo.

Machado também questionou a transparência do acordo petrolífero assinado em agosto entre os governos venezuelano e norte-americano. O acordo concede aos Estados Unidos o controle de 65 bilhões de barris de reservas, operado pela empresa North American Blue Energy Partners.

Ela afirmou não conhecer os termos do contrato, defendendo “transparência absoluta”. Apesar das críticas, a líder disse que os Estados Unidos serão um “grande aliado” durante a transição democrática.

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