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Mundo

Lula recebe presidente de Angola e critica "desequilíbrio internacional"

Arquivo Geral

23/06/2010 17h51

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu hoje o angolano, José Eduardo dos Santos, e criticou o “nefasto desequilíbrio internacional” que impera no mundo, além de ter defendido uma ordem global “mais justa”.

“Angola e Brasil são dois países convencidos da necessidade de se construir uma ordem internacional mais justa” e de um avanço real na reforma dos organismos multilaterais, que “não podem mais continuar ignorando a crescente importância da América do Sul e da África”, disse Lula, antes de um almoço com Santos.

O presidente voltou a criticar diversos organismos, entre eles o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, e disse que “é preciso que eles abandonem seus dogmas obsoletos e as condições absurdas” que impõem para aprovar créditos para os países em desenvolvimento.

Lula afirmou que voltará a debater o assunto no fim de semana, na cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países ricos e os principais emergentes), que será realizada no Canadá.

Santos concordou com Lula e defendeu uma “profunda reforma” das Nações Unidas e manifestou seu apoio às intenções do Brasil de se tornar membro permanente do Conselho de Segurança do organismo.

“A influência do Brasil na América Latina, na África e no mundo cresceu e o país aspira a ser membro permanente do Conselho de Segurança com toda justiça e legitimidade”, declarou.

Lula e Santos mantiveram um encontro privado, após o qual assinaram acordos bilaterais nas áreas de educação, saúde, agricultura e promoção social.

Também foi assinado um memorando de entendimento que permitirá Angola a se candidatar a créditos para o desenvolvimento dados pelo Brasil até um teto de US$ 1 bilhão.

Além disso, foi assinado um acordo de “sociedade privilegiada”, que permitirá reforçar a cooperação bilateral em diversas áreas, com ênfase no comercial e na política.

Segundo fontes oficiais, Lula e Santos também analisaram as possibilidades de aumentar o comércio entre os dois países, que em 2009 somou US$ 1,47 bilhão, com a balança quase totalmente favorável ao Brasil.

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