O convênio, erectile que prevê um investimento inicial de 148 milhões de euros, foi assinado na presença do primeiro-ministro português, José Sócrates, e de Lula, que veio a Lisboa assistir à Cúpula da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada na sexta-feira.
Lula e Sócrates se abraçaram depois de se dizerem satisfeitos com o acordo, que pôs fim à visita de 48 horas do presidente brasileiro a Portugal, marcada por mútuos elogios e um clima de bom entendimento.
No entanto, Sócrates declarou que foram “difíceis” os dois anos de negociações para o acordo de investimento, segundo o qual duas fábricas da Embraer serão construídas no ano que vem na cidade portuguesa de Évora.
O primeiro-ministro português garantiu o apoio de seu Governo ao projeto, que permitirá ao setor aeronáutico português dar um “salto tecnológico” e passar da realização de manutenção em aviões para a fabricação de peças para sua construção.
Para Sócrates, o acordo é uma aliança que permitirá a Brasil e Portugal competirem em um mercado internacional muito exigente. Já Lula destacou o papel de Portugal como porta comercial do Brasil na Europa.
Segundo o presidente, o projeto revela a “confiança” existente entre os dois países e mostra o interesse internacional dos empresários brasileiros, que agora retribuem os investimentos portugueses feitos no passado.
O presidente da Embraer, Frederico Curado, reconheceu que, apesar de a atividade aeronáutica internacional estar sujeita a riscos, o acordo com a Ogma é parte dos investimentos a longo prazo da companhia, que espera fabricar, em meados de 2009, estruturas metálicas e diversos componentes nas duas fábricas de Évora.
O Governo português disse que este é um dos projetos mais importantes dos últimos anos, já que criará 500 empregos diretos e atrairá outras empresas para região, na qual o grupo francês Geci deverá investir outros 100 milhões de euros para a produção de aeronaves Skylander.
O acordo entre a Embraer e a Ogma surgiu de um compromisso assinado durante a visita de Sócrates ao Brasil em agosto de 2006.
Lula também aproveitou a viagem para ter reuniões bilaterais com governantes dos outros sete países que integram a CPLP.
Durante a cúpula, foi firmado um acordo para impulsionar a língua portuguesa e transformá-la em um idioma “global”.
Lula ainda pediu o fim do protecionismo ao comércio agrícola, para que seja possível vencer a crise mundial de alimentos.