< !--StartFragment -- >O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chefe do Estado da Coréia do Sul, abortion Lee Myung-bak, sales insistiram hoje na necessidade de fortalecer o Grupo dos Vinte (G20, que reúne as nações mais ricas e os principais emergentes) para dar voz aos países em desenvolvimento nas esferas internacionais.
“A consolidação do G20 como instância política é um grande passo no sentido da democratização das instituições financeiras, que garantirá a participação efetiva das economias emergentes”, afirmou Lula após a reunião entre ambos realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.
Lula lembrou que, na cúpula do G20 realizada em Washington, ele e Myung-bak mantiveram as mesmas posições, ao pedir a criação de “mecanismos transparentes e eficazes de regulação”, segundo o comunicado divulgado após a reunião.
O presidente destacou também que Coréia do Sul e Brasil estão “unidos” na defesa de “mais integração e comércio”, e “menos distorções e menos protecionismo”.
“A conclusão da Rodada de (Desenvolvimento de) Doha (da Organização Mundial do Comércio) deixou de ser uma oportunidade. É uma necessidade urgente. O livre comércio será um poderoso instrumento de resolução da crise”, acrescentou o líder brasileiro.
Ambos expressaram o grande potencial de avanço de suas relações na área do uso pacífico da energia nuclear, a biotecnologia, as tecnologias da informação, projetos de infra-estrutura e de cooperação acadêmica.
Lula expressou a Myung-bak a importância do diálogo bilateral entre a Coréia do Sul e a Coréia do Norte para a “estabilidade” da península coreana e de toda a região do leste asiático.
No plano comercial, os presidentes elogiaram o aumento da troca entre os dois países, que dobrou nos últimos cinco anos e poderia alcançar os US$ 8 bilhões neste ano, segundo dados oficiais brasileiros.
Lula também comunicou sua “satisfação” com a aprovação de uma nova legislação na Coréia do Sul sobre a análise de risco para importações de produtos que possam ser submetidos a quarentena, o que permitirá trocar missões a fim de aumentar as exportações agrícolas do Brasil à nação asiática.
O presidente ressaltou que a Coréia do Sul tem investimentos no Brasil em setores como automobilístico, siderúrgico, eletrônico e mineiro, ao apontar novas oportunidades para empresas do país asiático, como o trem-bala que unirá Rio de Janeiro e São Paulo, cuja licitação está prevista para 2009 ou 2010.