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Lula e Erdogan criam conselho estratégico entre Brasil e Turquia

Presidentes também trataram de cooperação em defesa, conflitos em curso e do convite para a COP31, na Turquia

Redação Jornal de Brasília

24/08/2026 16h37

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Foto: Ricardo Stuckert/Arquivo/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Turquia, Recep Erdogan, combinaram nesta segunda-feira (24), em uma chamada telefônica, a criação de um Conselho Estratégico em nível vice-presidencial para aprofundar as relações entre os dois países.

Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Lula afirmou que o Brasil pretende ampliar investimentos na área de defesa e demonstrou interesse em fomentar parcerias entre empresas brasileiras e turcas nesse setor. O Palácio do Planalto informou ainda que foi acordado o envio à Turquia de uma delegação brasileira chefiada pelos ministros da Defesa, José Mucio Monteiro, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, para tratar do tema.

Em nota, o Planalto destacou que os dois presidentes celebraram a recente ratificação, pelos Parlamentos dos dois países, do Acordo de Cooperação em Indústria de Defesa. Lula e Erdogan também discutiram os conflitos bélicos ao redor do mundo e lamentaram a persistência das guerras em curso, ressaltando a importância de intensificar o diálogo para encontrar caminhos para a paz na Ucrânia e no Oriente Médio.

Durante a conversa, Erdogan convidou Lula para participar da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), que será realizada em Antália, no sul da Turquia, em novembro. Lula agradeceu e aceitou o convite, segundo a nota oficial.

Em comunicado, o governo turco afirmou que considera positivo o desenvolvimento das relações bilaterais e disse que esse aprofundamento pode beneficiar Brasil e Turquia nas áreas de investimento, comércio e indústria de defesa. O texto também registrou a avaliação de Erdogan de que os dois países poderiam implementar um modelo de cooperação econômica capaz de aumentar a prosperidade de seus povos, mesmo diante das tendências protecionistas.

Com informações da Agência Brasil

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