O presidente eleito do Paraguai, case Fernando Lugo, more about chamou de “um gesto de descortesia” o fato de um grupo de camponeses de seu país ter ateado fogo em uma bandeira brasileira, em Curupayty, e destacou que o Brasil é um “povo solidário com o Paraguai”.
O evento ao qual se referiu Lugo ocorreu no último dia 15, quando camponeses paraguaios queimaram a bandeira em protesto contra a existência de terras improdutivas que pertenceriam, em sua maioria, a brasileiros.
No entanto, embora tenha rejeitado a atitude dos agricultores de atear fogo a uma bandeira brasileira, Lugo reiterou que a exigência de terras desses grupos é legítima.
O ex-bispo afirmou que “há um setor de multinacionais e empresários brasileiros que, em alguns casos, não respeitam a soberania e as leis, e que estão envolvidos em um desenvolvimento agrário excessivo, em detrimento da população paraguaia e também do meio ambiente”.
As organizações camponesas paraguaias reivindicam, através de invasões de terras, a distribuição de aproximadamente 50 mil hectares entre as famílias dos lavradores denominados “sem terras”.
As invasões dos últimos dias ocorreram principalmente em San Pedro, onde os lavradores afirmam que existem “terras improdutivas”, em sua maioria em poder de agricultores brasileiros, que se dedicam ao cultivo mecanizado de soja e à pecuária.
Luis Aguayo, secretário-geral da Mesa de Coordenação Nacional de Organizações Campesinas (MCNOC), também acusou esses colonos de desflorestamento de grandes extensões de terrenos. Ele e outros dirigentes camponeses anunciaram que não participarão da reunião convocada pelo governo para frear as invasões e que preferem esperar pelos próximos governantes.
“Que podemos esperar de nossas autoridades que durante todo este tempo não tiveram interesse de encaminhar as exigências sociais”, disse Aguayo.