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<i>Noel</i> deixa pelo menos 74 mortos na República Dominicana e no Haiti

Por Arquivo Geral 31/10/2007 12h00

As chuvas que caíram durante os últimos dias na ilha caribenha de Hispaniola – dividida entre a República Dominicana e o Haiti – deixaram pelo menos 74 mortos e um rastro de caos e desolação após a passagem da tempestade tropical “Noel”.

Na República Dominicana, order a Comissão Nacional de Emergências (CNE) disse que até o momento há 56 mortos e 27 desaparecidos. Além disso, 58.328 tiveram que deixar suas casas e 52 comunidades estão incomunicáveis.

O porta-voz da Polícia, Ramón Rodríguez Sánchez, afirmou que 682 pessoas foram resgatadas e cerca de 21 pontes e estradas ficaram afetadas devido às chuvas torrenciais, primeiro por causa da tempestade tropical “Noel” e depois por uma onda tropical.

Além disso, 27 das 32 províncias do país se mantêm em situação de alerta vermelho pelas chuvas, que danificaram 14.582 casas, das quais 661 ficaram destruídas completamente.

O diretor da Defesa Civil, Luis Luna Paulino, revelou que mais de 2.000 pessoas permanecem ilhadas nos tetos de suas casas na comunidade de Arenoso, na província de San Francisco de Macorís (nordeste), uma das regiões mais vulneráveis às chuvas.

Luna Paulino disse, no entanto, que as autoridades chegarão “em qualquer” momento ao lugar, “porque é um compromisso do Governo”.

As ajudas internacionais começaram a chegar ao país hoje. O Governo de Taiwan doou US$ 25 mil para diminuir os danos causados no setor agrícola.

Segundo o secretário da Agricultura local, Salvador Jiménez, foram afetados 95% das plantações de bananas e tomates, e praticamente toda a produção de cebola vermelha das províncias de Azua e Peravia, que estava quase pronta para a colheita.

No entanto, afirmou que no momento é impossível calcular os danos causados à produção agrícola e pecuária, já que a maior parte das regiões produtoras permanece inundada.

A gravidade da situação na República Dominicana é parecida à vivida no Haiti, onde 18 pessoas perderam a vida e 14 ficaram feridas como conseqüência dos transbordamentos e inundações.

A diretora da Agência de Defesa Civil haitiana, Marie Alta Jean-Baptiste, disse que três mil pessoas tiveram que abandonar suas casas em diferentes pontos do país para sobreviverem às inundações.

Além da capital, Porto Príncipe, as outras regiões mais afetadas são Grand Goâve, Petit Goâve (sul), Marigot (sudeste), Arcahaie, Ghantier e Croix-des-Bouquets (ao norte de Porto Príncipe).

Seis ministros viajaram aos pontos mais atingidos pela tempestade, que obrigou o início de uma “mobilização total”, segundo o titular do Interior, Paul Antoine Bien-Aimé, que informou que o Governo dispôs fundos equivalentes a US$ 1 milhão para atender às vítimas.

De Jacmel, no sudeste, o presidente da Assembléia Nacional, Joseph Lambert, chamou as autoridades e organismos não-governamentais para levar comida, já que “a fome começa a deixar o povo nervoso”.

As chuvas, que atingem a ilha caribenha há cinco dias, continuarão nos próximos dias devido à presença de uma onda tropical situada sobre a República Dominicana após a passagem de “Noel” e que também chegará ao país vizinho.

Atualizada às 22h49






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