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Mundo

Livro denuncia pressões de Londres no caso Madeleine

Arquivo Geral

06/12/2007 0h00

O livro “A culpa dos McCann”, dosage do jornalista português Manuel Catarino, treatment que foi lançado hoje, approved assegura que a investigação da Polícia portuguesa sobre o caso Madeleine esteve álibi e limitada pelas pressões do Governo britânico.

Na obra, Catarino, chefe de redação do “Correio da Manhã”, afirma que, antes de as autoridades portuguesas terem sido informadas do desaparecimento da menina, o então futuro primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, já sabia do ocorrido por um amigo comum de Gerry McCann, o pai de Madeleine.

O autor assinala que, na noite do desaparecimento da menina, dia 3 de maio, o diretor da Polícia Judiciária (PJ) portuguesa, Alipio Ribeiro, foi informado do suposto rapto da menor não por seus subordinados, mas pelo embaixador britânico em Portugal, John Buck.

“Esta história não começou no Ocean Clube (o resort do sul de Portugal onde os McCann estavam hospedados), mas em Londres, onde se conspirou e se estabeleceu a verdade oficial: que a menina foi raptada no Algarve”, disse o autor na apresentação do livro em Lisboa.

No mesmo sentido, um reputado criminalista português, José Manuel Anes, que foi entrevistado para o livro, afirma que a “investigação esteve sob uma pressão terrível” e houve influências políticas de Londres.

Catarino explica que o primeiro a duvidar da versão do rapto foi o ex-coordenador policial das investigações, Gonçalo Amaral, que desde o início suspeitou de Kate McCann, da qual chegou a afirmar: “Ainda não tenho certeza (de sua culpabilidade), mas eu não gostaria que ela fosse minha mãe”.

O autor, que não se pronuncia sobre o que pôde ter acontecido com Madeleine, relata como no início de agosto cães especialmente treinados para detectar cheiro de cadáveres e rastros orgânicos descobriram vestígios de sangue no apartamento e no veículo dos McCann.

Um dos cães encontrou, além disso, um “cheiro comprometedor de cadáver” em uma calça e uma camisa de Kate e no bichinho de pelúcia com o qual Madeleine sempre brincava e do qual sua mãe não se separou após o desaparecimento da menina.

Na entrevista, Anes lamenta que esses restos fossem achados três meses depois do desaparecimento da menina e que o local não tenha sido selado para garantir que as pistas se mantivessem no melhor estado possível.

“Se nas primeiras horas não forem tomadas as precauções devidas para preservar a cena do crime, todo o trabalho não serve de nada”, afirma Anes, que considera esta circunstância o “grande problema” da investigação.

O criminalista duvida que os resultados das análises possam ser utilizados em um julgamento porque “as provas não estão totalmente invalidadas, mas sim bastante desvalorizadas”, e qualquer advogado com experiência pode “derrubar” uma teoria incriminatória baseada nesses rastros.

O livro assegura que a PJ optou por interrogar primeiro Kate, no dia 6 de setembro, ao considerar que era o elo mais fraco do casal McCann e podia desmoronar e confessar o crime, o que não aconteceu, apesar dela ter chegado a manifestar seu temor de ir diretamente da delegacia para a prisão.

O autor explica que os empregados do restaurante no qual os McCann e seus sete amigos jantavam toda noite durante suas férias em Portugal, incluindo aquela na qual desapareceu Madeleine, asseguraram que eles beberam entre 10 e 12 garrafas de vinho, que foram precedidas de cervejas e coquetéis durante os aperitivos.

O casal britânico, que lançou uma campanha mundial na mídia e recebeu milhões de euros em doações para buscar sua filha, rejeitou as suspeitas da Polícia portuguesa sobre sua hipotética participação na morte acidental e ocultação do cadáver de sua filha.

Os McCann voltaram em setembro ao Reino Unido logo após serem declarados suspeitos pela Polícia e insistem em que sua filha, de quatro anos, foi raptada, enquanto em Portugal a Promotoria não decidiu ainda se vai acusá-los formalmente ou não.

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