O secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, expressou nesta quarta-feira seu temor de que “o Líbano possa entrar novamente no túnel de tensão política e cisão da unidade”, após a renúncia de 11 ministros de Governo, que provocou a queda do Gabinete nacional.
Em comunicado, Moussa assinalou que a baixa do Executivo representa “perigos e ameaças ao processo de segurança e estabilidade para o desenvolvimento do Líbano”.
O dirigente da organização árabe, com sede no Cairo, pediu às autoridades libanesas que se acalmem e utilizem “sua sabedoria para levar adiante o interesse supremo e deixar aberta a porta do diálogo”.
Ele pediu que se recorra à Constituição “para tratar a nova situação, evitar novas tensões no Líbano e especulações errôneas das quais ninguém vai se beneficiar, somente seus rivais”.
Também expressou confiança no presidente do Líbano, Michel Suleiman, para administrar a próxima etapa e guiar os esforços para recuperar a unidade e a harmonia no país.
Moussa indicou que manterá contatos com Suleiman, com o chefe do Parlamento libanês, Nabih Berri, e com o primeiro-ministro, Saad Hariri, para acompanhar as novidades da situação.
A oposição libanesa, liderada pelo grupo Hisbolá, provocou nesta quarta-feira a queda do Governo de união nacional de Saad Hariri, com a retirada de seus ministros do Executivo, em uma crise relacionada ao caso do assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri em 2005.
Ao todo, 11 ministros dos 30 que compõem o Governo libanês anunciaram sua renúncia nesta quarta-feira. Se mais de um terço do Gabinete renuncie, como foi o caso, a legislação do