O grupo de contato sobre a Síria da Liga Árabe pediu neste domingo para prolongar a missão de seus observadores neste país por mais um mês, além de enviar novos especialistas, medidas que precisam ser aprovadas pelos chefes de diplomacia árabe.
Segundo fontes da Liga Árabe, esta postura responde ao pedido feito pela missão, que apresentou neste domingo seu relatório sobre a situação na Síria e também solicitou um maior apoio administrativo e logístico para desenvolver seu trabalho.
Em seu relatório, a missão árabe afirmou que o Governo de Damasco cooperou para que a delegação desempenhe seu papel, mas que os observadores constataram um estado de opressão e injustiça em algumas cidades do país.
Alguns opositores, sobretudo em Deraa (sul), Homs (centro), Hama (centro) e Idlib (norte), informaram aos observadores que tiveram que pegar em armas para evitar um maior sofrimento do povo sírio.
Além disso, segundo o documento, existem muitos números contraditórios em relação aos presos e, por isso, a missão continua seus contatos com o regime do presidente sírio, Bashar al Assad.
A proposta do grupo de contato de prolongar a missão por mais um mês deve ser aprovada pelos ministros das Relações Exteriores da Liga Árabe, os quais estão reunidos no Cairo.
Durante a reunião, o chefe da diplomacia saudita, Saud Al Faisal, anunciou que seu país decidiu retirar seus observadores da missão, já que o regime de Damasco não cumpre o plano árabe para cessar a onda de violência no país. Faisal também exaltou que as sanções para pressionar o Governo sírio a cumprir com seus compromissos precisam ser respeitadas.
Além disso, o ministro saudita pediu à comunidade internacional que assuma sua responsabilidade e utilize todo tipo de pressão possível para convencer as autoridades de Damasco a aplicar imediatamente as normas sugeridas pela Liga Árabe.