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Mundo

Líderes do Apec chegam a Lima buscando conter a crise global

Arquivo Geral

21/11/2008 0h00

A maioria dos líderes do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) já está em Lima para participar, web neste fim de semana, da cúpula do grupo, com o objetivo de aprofundar a liberalização do comércio e buscar minimizar o impacto da crise financeira.

O intenso dia foi marcado pelo discurso de alguns líderes na reunião de altos executivos do Apec, entre eles o chefe de Estado chinês, Hu Jintao, e o premier australiano, Kevin Rudd.

Enquanto Hu destacou a necessidade de políticas sociais e econômicas que apontem para o bem-estar, Rudd defendeu a “intensificação da coordenação” entre países ricos e nações em desenvolvimento.

O presidente peruano, Alan García, pediu aos empresários que recuperem a confiança e frisou que a atual crise representa apenas “uma oportunidade”, ao acreditar em uma recuperação.

“Meu primeiro pedido é para que se recupere a confiança, não esperando o que fez o Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), nem o que façam os Governos, mas recuperar a confiança em nós mesmos e compreender que a realidade é muito maior que o problema imediato”, disse.

A reunião empresarial antecedeu à de líderes, que começa amanhã, em um dia em que aconteceram encontros bilaterais e houve passos decisivos rumo à liberalização comercial.

Peru e Coréia do Sul anunciaram o início de negociações para um Tratado de Livre-Comércio (TLC), dois dias depois que o país andino ratificasse outro acordo deste tipo com a China.

O presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, aproveitou sua viagem para fazer hoje uma visita oficial e se reunir com García, a quem expressou sua “admiração e apreço” pela boa situação econômica peruana.

Em resposta, o líder peruano apoiou “firmemente a vontade de reunificação da Coréia” e seu direito a se desenvolver “sem nenhum tipo de ameaça nuclear”.

O governante peruano também recebeu hoje ao primeiro-ministro do Vietnã, Nguyen Tan Dung, e o sultão de Brunei, Hassanal Bolkiah, com quem revisou o estado das relações diplomáticas e analisou a forma de aumentar os laços comerciais e econômicos.

Enquanto isso, os demais líderes começaram a chegar à capital peruana, entre eles o americano George W. Bush, que com esta viagem se despede da América Latina como presidente dos Estados Unidos.

Bush, que busca o apoio do Apec ao plano do G20 para combater a crise, deve se reunir hoje com Hu para tratar, entre outros assuntos, das conversas sobre o programa nuclear norte-coreano.

Ao contrário de outros anos, Bush chegou ao Apec com uma agenda mais modesta e destinada a buscar que seu sucessor, Barack Obama, tenha maior apoio na hora de enfrentar a crise.

Outra grande potência do Apec, o Japão acreditar que as conversas com os EUA e Coréia do Sul possam se dirigir a conseguir uma desnuclearização “confiável” da Coréia do Norte, anunciou o porta-voz japonês, Kazuo Kodama.

Segundo ele, as conversas devem conseguir o desarmamento da instalação nuclear de Yong Byon e uma declaração norte-coreana de todos seus programas nucleares.

Os eventos prévios à Cúpula do Apec serviram também para deixar claro que o desafio mais importante para a América Latina é encontrar uma liderança que evite medidas protecionistas para enfrentar a crise.

Assim foi exposto perante a reunião de altos executivos pelo presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, que considerou que se deve preservar a abertura comercial que “permitiu à América Latina entrar na economia mundial”.

O presidente russo, Dmitri Medvedev, realizará neste sábado a primeira visita oficial de um líder da Rússia ao Peru.

O chanceler peruano, José Antonio Belaúnde, ressaltou hoje que “a Rússia é uma potência mundial, com grandes recursos naturais”, que acumulou “muita riqueza e precisa de mercados e espaço para vender e comprar”.

Entre os que já se encontram em Lima está o colombiano Álvaro Uribe, o único líder de um país não membro de Apec a estar na reunião, na qualidade de convidado.

Sua principal missão é assinar um TLC com o Canadá e buscar apoios para que em 2010 a Colômbia seja aceita como membro do Apec.

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