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Líderes da UE analisam conflito na Geórgia e relações com a Rússia

Arquivo Geral

01/09/2008 0h00

Os líderes da União Européia (UE) realizam hoje uma cúpula extraordinária em Bruxelas para analisar as conseqüências da guerra na Geórgia e, viagra order muito especialmente, seu impacto sobre suas relações com a Rússia.

A reunião, que começará às 15h, foi convocada pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, artífice do princípio de acordo que permitiu em meados de agosto para com os combates entre Rússia e Geórgia.

Após duas semanas de campanha relâmpago contra a Geórgia, a Rússia assegurou pela força o controle das regiões separatistas da Ossétia do Sul e a Abkházia.

Embora os europeus tenham condenado desde o primeiro momento o recurso às armas por ambas as partes, o alarde de força realizado por Moscou dentro das fronteiras de um país soberano considerado aliado do Ocidente encheu de indignação e inquietação as capitais da UE.

Às vésperas da reunião de Bruxelas, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, defendeu abertamente uma revisão profunda das relações entre Europa e Rússia.

Mas, ao contrário da Otan, que cancelou até uma nova ordem suas reuniões políticas regulares com Moscou e a cooperação militar, a UE não quer suspender o diálogo com a Rússia, seu principal fornecedor de gás e grande fornecedor de petróleo.

No começo de julho, UE e Rússia começaram a negociação de um ambicioso acordo bilateral com o qual Europa pretendia envolver a Rússia em uma relação “estratégica” a longo prazo.

Os Governos da UE estão agora profundamente divididos sobre a continuidade dessas negociações, cuja próxima rodada está prevista para os dias 15 e 16 de setembro.

A Polônia e as repúblicas bálticas, que vêem nos fatos da Geórgia a prova do ressurgir da Grande Rússia, lideram o grupo dos que exigem uma resposta firme e sanções.

Pelo contrário, a Alemanha apela ao realismo e a exercer toda a persuasão para dirigir de novo à Rússia os canais pacíficos de resolução de conflitos.

A cúpula de Bruxelas deveria permitir pelo menos aos europeus fazer uma exibição de unidade perante o poderoso vizinho russo.

O Conselho Europeu pedirá à Rússia para respeitar todos os compromissos contraídos no acordo de cessar-fogo do dia 12 de agosto.

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