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Liderança alemã na crise do euro resgata fantasmas de guerra na França

Arquivo Geral

05/12/2011 21h50

A liderança da Alemanha na dobradinha Merkel-Sarkozy para salvar o euro da crise desencadeou na França uma polêmica sobre um suposto sentimento de “germanofobia” no país. Membros da oposição citam embates dos tempos das guerras para acusar o presidente francês de “capitular” nas negociações com a chanceler alemã.

 

 

O presidente francês Nicolas Sarkozy, por sua vez, defende a aliança França-Alemanha para salvar o euro. Os dois países são considerados o eixo da integração europeia e da moeda comum.

 

 

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Tópicos relacionadosUnião Europeia, Europa, Economia, InternacionalMembros do partido socialista afirmam que Sarkozy estaria deixando de lado os interesses da França e abdicando da soberania do país ao se submeter às exigências da Alemanha, que tentaria impor uma nova ordem econômica à Europa, com maior disciplina e controles orçamentários.

 

 

Nesta segunda-feira, Sakozy e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, defenderam que os tratados europeus sejam revisados para prever sanções automáticas aos países que não respeitarem regras de déficit público, de até 3% do PIB.

 

 

O deputado socialista Arnaud Montebourg (pré-candidato nas primárias para as eleições presidenciais de 2012) associa a política de Merkel à conduzida pelo ex-chanceler Otto von Bismarck, que liderou a unificação alemã em 1870 em meio a uma guerra com a França.

 

 

“Bismarck fez a escolha política de reunificar os principados alemães, buscando dominar os países europeus, em particular a França. Com uma semelhança evidente, Merkel tenta resolver seus problemas internos impondo medidas dos conservadores alemães ao resto da Europa”, disse Montebourg.

 

 

Para o deputado socialista, a antiga política de expansão territorial da Alemanha, que chegou a seu ápice na Segunda Guerra (1939-1945), quando a maior parte da França foi ocupada por tropas alemãs, estaria agora voltada “para o campo do domínio econômico”.

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